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26/10 21h04 2016 Você está aqui: Home / Cidades Por Weslley Paz Imprimir postagem

LISTA DA HUMILHAÇÃO: O massacre que nunca sairá da mente dos servidores de Campo Maior

O Em Foco teve acesso exclusivo a várias listas que mostram como de fato as coisas aconteciam em Campo Maior.

A eleição municipal encerrou no último dia 02 de outubro onde o Professor Ribinha foi consagrado nas urnas como o novo prefeito de Campo Maior. Mas engana-se quem achava que a vontade popular iria aquietar os ânimos dos candidatos que estavam na briga pelo poder e foram rejeitados pelo povo. A verdade é que eles ainda não desmancharam o palanque.

 

__"O Pior dos perdedores, é aquele que se nega, incondicionalmente à perda", Kabral Araújo.

 

Durante todo o processo eleitoral o candidato eleito foi vítima de várias acusações levianas e até perseguições durante suas atividades de campanha e mesmo tendo encerrado o pleito, os derrotados continuam pregando inverdades, espalhando boatos e fazendo as mesmas acusações que não surtiram nenhum efeito positivo em suas campanhas.

 

É inegável que com o resultado das urnas em Campo Maior e em várias cidades da região, o Prefeito Paulo Martins saiu bastante fortalecido e por conta disso seu nome passou a ser cogitado para disputar uma possível candidatura a deputado federal em 2018, inclusive com o aval do Governador Wellington Dias, fato que tem tirado o sono de seus adversários. Não contente com a possibilidade, resolveram intensificar a veiculação de matérias com tons e informações inverídicas para tentar manchar a imagem do gestor.

 

Nestas últimas semanas, com a ajuda do candidato derrotado Ribamar Coelho, que teve apenas 545 votos (votação que não o elegeria nem mesmo para vereador), um site da capital resolveu divulgar a lista dos servidores efetivos e comissionados que trabalham na prefeitura e também uma lista de servidores da Fundação Restaurar, organização social que é contratada pelo município para executar programas para gestão. A tentativa era confundir a opinião popular como se ali houvesse alguma irregularidade.

 

Porém, as matérias não trazem nada além do que já foi informado aos órgãos reguladores, segundo afirma o Prefeito Paulo Martins. “Não há nada ilegal com relação a nossa gestão. Sempre pedi ao Ministério Público para me investigar. Não há lista secreta”, garante o gestor lembrando que o próprio “Ministério Público já investigou a contratação da fundação e o Tribunal de Justiça disse que está tudo legal”. O gestor ainda esclarece que Campo Maior está com um indice de 38,5% com relação ao limite de contratação de pessoal e a Lei de Responsabilidade Fiscal permite até 54%, mas 2% da Câmara. "Dobramos o número de servidores efetivos através dos concursos que fizemos para Educação, Saúde, Trânsito, Administração e SAAE e estamos dentro do limite da lei de responsabilidade fiscal, então não estamos cometendo nenhum crime", explicou.

 

FUNDAÇÃO DEU DIREITOS E VALORIZAÇÃO AO SERVIDOR

 

Diferente da terceirização, o convênio com a organização social custa mais barato para o município, enquanto na terceirização a gestão teria que pagar o dobro do valor do servidor. Alem disso, ainda possui vários outros pontos positivos, tendo em vista que agora os servidores que antes eram contratados de forma ilegal não possuíam direitos, como a aposentadoria, e não passavam por qualificação e capacitação, passaram a ter todos esses direitos trabalhistas. (Entenda mais aqui).

 

MAS NEM SEMPRE FOI ASSIM

 

“Quando recebi Campo Maior era uma situação totalmente sem rumo por conta da gestão desequilibrada. Organizamos o município e fomos eleito como prefeito empreendedor duas vezes pelo Sebrae”, comentou Paulo Martins ressaltando que um dos problemas do passado era exatamente a humilhação que os servidores enfrentavam na pele para receber seus salários considerado uma mixaria na época porque não se equiparava sequer a um salário mínimo.

 

VEJA A PARTIR DE AGORA A “LISTA DA HUMILHAÇÃO”

 

A situação é estarrecedora. Você vai ter acesso agora às listas de pagamentos que eram feitos na gestão passada, comandada por João Félix, onde os servidores recebiam um salário miserável e ainda tinham que passar por humilhações e atrasos. O caso mais exemplar foi o do Senhor João Caçote que na mudança de gestão passou a receber um salário mínimo e foi até a prefeitura devolver o dinheiro achando que o prefeito teria se enganado e depositado dinheiro demais na sua conta. “As pessoas não tinham valor. Eram humilhados, tratados como escravos. Se não votasse não recebia e o valor pago era apenas meio salário a grande parte dos servidores, principalmente os mais humildes”, destacou o atual Prefeito.

"Achei que tinha muito dinheiro na minha conta e fui na prefeitura devolver", disse João Caçote quando recebeu um salário minimo pela primeira vez.

João Caçote era uma das pessoas que trabalhavam no Mercado Público de Campo Maior. A lista mostra a relação de pessoas que eram contratadas e os valores vergonhosos que elas recebiam. Veja abaixo:

 

CASO FOI DENUNCIADO

 

Em 2011, o senhor Benedito Cavalcante Parente assumiu a direção do Mercado e resolveu fazer um recadastramento. Das 56 pessoas que constavam na LISTA DOS HUMILHADOS (leia-se folha de pagamento), apenas 32 compareceram levando a crer que os demais eram apenas lagartos, como é conhecido popularmente as pessoas que apenas recebem salários sem trabalhar. Por conta disso ele registrou um boletim de ocorrência na delegacia. Não se sabe qual foi o posicionamento da polícia sobre o caso.

 

RECIBOS NÃO TINHAM VALORES

 

Pra completar a humilhação que os servidores viveram em Campo Maior, eles tinham que compactuar com uma pratica que ainda hoje é investigada pela justiça, que eram os recibos assinados em branco. O servidor recebia o dinheiro em espécie das mãos da secretária mediante assinatura de quatro vias do recibo sem nenhum valor. O fato foi denunciado pelos vereadores.

 

EX-VEREADOR BIBI FOI QUE DENUNCIOU

 

O radialista Valdemir de Castro “Bibi”, então vereador, era o fiel escudeiro do ex-prefeito João Felix, só que ficou contrariado e após desentendimentos acabou deixando o grupo e se aliou ao prefeito Paulo Martins. Na época fez várias denuncias, entre elas a pratica de pagamento com recibos em branco. Ele, juntamente com Fernando Miranda e Professor Ribinha informaram ao Ministério Público sobre o escândalo. O processo continua tramitando na justiça. Depois de algum tempo, Bibi acabou retornando ao seu grupo político de origem através de um compromisso com o deputado Antônio Félix.

VEJA MAIS LISTAS

 

Na Secretaria de Administração também existia um listão onde várias pessoas recebiam menos de um salário mínimo. Não há informação se eram apenas “lagartas” ou se realmente trabalhavam. Veja:

PREFEITO PEDE APOIO

 

Quando perguntado sobre as frequentes matérias que estão sendo veiculadas, Paulo Martins preferiu pedir o apoio das pessoas que dizem querer o bem da cidade. “Eu peço é o apoio das pessoas que querem o bem de Campo Maior, que nos ajude e não tente atrapalhar o desenvolvimento de nossa cidade que já foi tão humilhada”, concluiu.

 

MASSACRE NUNCA SERÁ ESQUECIDO

 

O tratamento com os servidores de Campo Maior foi um dos fatores que diferenciaram os dois principais candidatos que disputaram o pleito eleitoral. O massacre vivido por quem trabalhou no passado sombrio onde tinham que enfrentar todas essas humilhações ficará para sempre na mente dos servidores de Campo Maior, assim como de toda a população que acompanhou de perto essa realidade. A sociedade como um todo foi afetada devido a falta de dinheiro circulando no comércio por conta da falta de pagamento dos salários, os alunos que atrasaram seus estudos em virtude das greves dos professores, família que praticamente passaram fome por não ter fazer suas compras mensais e entre outros casos.

Imagem que chocou todo o Piauí e marcou a era do massacre administrativo; Servidora chora ao ver seu extrato bancário zerado por falta do pagamento de seu salário.


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