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  10:41

Prefeitura de Piripiri vai gastar quase meio milhão com shows mesmo em emergência

 Foto: reprodução

Continua a polêmica no município de Piripiri após o deputado estadual Marden Menezes acusar a prefeita Jôve Oliveira (PT) de perseguição. Segundo o deputado, a gestora marcou o corso “PeryPery” para a mesma data em que ele já havia anunciado o “PréPiri”, o primeiro pré-carnaval de Piripiri.

Após os embates políticos, não pode passar despercebido que o município de Piripiri está oficialmente reconhecido pelo Governo Federal como em situação de emergência, devido à seca prolongada.

Além da festa em plena situação de emergência, vem mais uma polêmica. Segundo os extratos publicados pela própria prefeitura, o cantor baiano Igor Kannário foi contrato, via a empresa Arco e Flexa Locações, pelo valor de R$ 300 mil, para duas horas de apresentação no dia 6 de fevereiro.

A outra atração, O Kannalha, contratada via empresa APAVE Locações, vai custar ao povo de Piripiri o valor de R$ 150 mil, para show de uma hora e meia no dia 7 de fevereiro.

Somados, os dois contratos chegam a R$ 450 mil apenas com as duas atrações musicais, sem contar com trio elétrico, som, geradores e outras estruturas. A cifra é considerada alta principalmente diante da crise alegada pela própria gestora para ter o município reconhecido como em situação de emergência.

EVENTO SEM TRADIÇÃO E MARCADO POR DISPUTA POLÍTICA

A polêmica continua, uma vez que o corso anunciado pela prefeita Jôve Oliveira não seria um evento tradicional do calendário cultural de Piripiri, segundo Marden, o que intensificou o debate sobre prioridades no uso dos recursos públicos.

RECOMENDAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Com a repercussão negativa, o Ministério Público do Piauí passou a acompanhar o caso e recomendou a suspensão dos contratos do Corso PeryPery. O MP argumenta que os gastos ultrapassam o limite previsto no orçamento municipal para eventos culturais no ano; que a vigência do decreto de emergência exige responsabilidade reforçada na aplicação dos recursos; e que festas e shows, nesse contexto, podem comprometer ações prioritárias, como abastecimento de água, assistência social e apoio às áreas mais afetadas pela seca.

REAÇÃO DA PREFEITURA

A prefeitura informou que analisa a recomendação do Ministério Público e que as despesas do evento não utilizam recursos destinados à Defesa Civil, ressaltando o impacto positivo que a festa teria para o comércio, o turismo e a economia local.

Ainda assim, o debate permanece aceso entre moradores, opositores e entidades de controle sobre ser mesmo o momento adequado para uma festa sem tradição e com gastos de alto valor.

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