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  14:15

Piripiri: Município reconhecido em situação de emergência anuncia Corso em meio a polêmica

 Prefeita Jôve Oliveira. Foto: Divulgação

No dia 04 de dezembro de 2025, o Governo Federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, reconheceu situação de emergência em 15 municípios do Nordeste. No Piauí, apenas Piripiri recebeu o reconhecimento oficial.

O processo de número 59051.045628/2025-48 tem validade de 180 dias, o que significa que o município segue oficialmente em situação de emergência até abril de 2026.

Com esse reconhecimento, Piripiri passou a ter direito a solicitar ajuda humanitária, incluindo fornecimento de água potável para consumo humano e animal, cestas básicas, itens de higiene e limpeza, insumos para a agricultura e pecuária e apoio voltado à saúde.

Apesar disso, a prefeita Jôve Oliveira (PT) anunciou, há dois dias, a realização do Corso de Piripiri nos dias 06 e 07 de fevereiro de 2026. A decisão gerou forte repercussão, tanto pela incoerência de pedir reconhecimento de emergência e, logo em seguida, promover um evento festivo, levando em conta que Piripiri não possui tradição em carnaval, muito menos em corso. A cidade sempre teve outras expressões culturais mais fortes, entre elas o famoso carnaval fora de época, o Pirifolia no meio do ano.

A polêmica da festa em meio a situação de emergência cresceu ainda mais pelo fato de que, no mesmo dia 07 de fevereiro, o deputado estadual Marden Menezes, opositor político da prefeita, já havia anunciado a realização do “PréPiri 2026”, um pré-carnaval que traria atrações como Psirico, Álvaro Neto e Voa Dois. Que diga-se de passagem, também era apenas um evento caça-votos, com dinheiro de emenda do próprio deputado. Mas após o anúncio do corso pela gestão municipal, o deputado teve a humildade de suspender seu evento.

Entre as atrações já confirmadas pela prefeitura para o corso estão as bandas O Kanalha e Igor Kannario. ambos da Bahia. O Em Foco procurou licitação para contratação das bandas já anunciandas, mas não foram disponibilizadas no Portal de Licitação da propria prefeitura. 

Embora eventos culturais movimentem o comércio e a economia, é questionável que em um município em emergência, sem tradição para o evento, o carnaval improvisado seja prioridade, enquanto ainda vigora oficialmente um decreto de emergência que indica vulnerabilidade social e necessidade de apoio humanitário?

O Em Foco procurou a prefeita Jôve Oliveira, mas nem ela, nem sua assessoria, retornaram o contato.

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