O homem de 62 anos preso durante a realização do concurso público da Prefeitura de Altos, no sábado (29), teria incluído uma letra no início do próprio nome no cartão de inscrição para tentar ficar na mesma sala que outra candidata investigada por suspeita de fraude. A informação foi repassada nesta segunda-feira (31) pelo delegado Laércio Evangelista, coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO).
Segundo o delegado, o candidato, identificado como Francisco Carlos, teria alterado o nome para “VFrancisco” no cartão de inscrição. A estratégia, conforme a investigação, teria como objetivo fazer com que ele e a outra candidata fossem alocados na mesma sala durante a aplicação da prova.
“Ele alterou o nome, colocando uma letra no início do nome, tentou manipular para que fosse alocado em uma mesma sala para que fosse realizada a prova junto com outra candidata. Essa candidata também está sendo investigada por esse crime e os dois serão expulsos do certame”, explicou o delegado.
No domingo (30), durante audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante de Francisco Carlos em prisão preventiva.
Delegado nega vazamento de gabarito
Laércio Evangelista afirmou que a investigação não identificou vazamento de respostas do concurso. Segundo ele, o caso trata de uma tentativa de fraude durante a aplicação da prova.
“Não houve vazamento de gabarito, os candidatos podem ficar tranquilos e o que tivemos, na verdade, foi uma tentativa de fraude”, explicou.
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O delegado destacou ainda que Francisco Carlos já era conhecido das autoridades por outras tentativas de fraude em concursos públicos e havia sido preso anteriormente pelo Draco.
“Um indivíduo já bem conhecido da polícia, que mais uma vez tentou fraudar o concurso, mas que foi identificado pela nossa equipe de inteligência, um trabalho feito juntamente com a empresa organizadora do concurso e, por essa razão, com essa troca de informações, conseguimos identificar esse suspeito, que inclusive já havia sido preso outras vezes pelo Draco”, destacou.
Prisão durante a prova
Francisco Carlos foi preso em flagrante enquanto realizava a prova do concurso público de Altos. Segundo a Polícia Civil, os policiais encontraram com ele papéis que continham possíveis respostas para questões do certame.
A investigação também identificou divergências entre os dados dos cartões de inscrição e as informações apresentadas por candidatos. A suspeita é de que as alterações tenham sido feitas para colocar pessoas investigadas na mesma sala e facilitar a fraude.
A Polícia Civil apura ainda a possível prática de falsidade ideológica e busca identificar outros envolvidos no esquema.


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