O servidor público Sergio Pereira Silva, de 64 anos de idade, foi preso nessa segunda-feira na cidade de Campo Maior, a 82 km ao norte de Teresina, por suspeita de extorsão contra o presidente da Câmara de Vereadores do município.
Sérgio Pereira foi candidato a vereador na eleição de 2024 pelo MDB, atingindo 240 votos, e vinha fazendo denúncias nas redes sociais contra a administração do prefeito Joãozinho Félix.
Segundo apurou o Em Foco, Sérgio teria procurado o presidente da Câmara de Vereadores, Welington Senas, por meio de terceiros, afirmando ter graves denúncias contra ele e que cessaria as denúncias mediante pagamento de valores financeiros.
No começo do ano, Sérgio já havia sido alvo de um mandado de busca, ocasião em que a polícia recolheu seu computador pessoal, e o mesmo teria sofrido pressão para deletar conteúdos de suas redes sociais que estariam atingindo a honra do prefeito Joãozinho Félix.
Já em relação à prisão dessa segunda-feira, o servidor, em nota (na integra ao final da matéria), disse que foi a partir da apresentação de documentos sobre possíveis irregularidades na gestão do prefeito João Félix e do presidente da Câmara, Wellington Sena, que o mesmo passou a ser alvo de medidas desproporcionais.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Assessoria Jurídica e de Comunicação informa que a prisão ocorrida em 06 de julho de 2026 decorre de uma investigação em andamento e não representa condenação, permanecendo íntegros os direitos constitucionais à presunção de inocência, ao contraditório e à ampla defesa.
A defesa sustenta que, após o Sr. Sérgio Pereira apresentar aos órgãos competentes documentos e informações sobre possíveis irregularidades envolvendo a administração pública municipal e a Câmara de Vereadores, passou a ser alvo de medidas que entende serem desproporcionais. Todos esses fatos serão submetidos ao devido exame no processo judicial.
A defesa adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para demonstrar a legalidade de sua atuação e reafirma sua confiança na atuação imparcial do Poder Judiciário, convicta de que a verdade dos fatos prevalecerá sobre quaisquer versões ou julgamentos precipitados.
Por fim, conclamamos a população e os meios de comunicação a respeitarem o devido processo legal, evitando conclusões antecipadas. Em um Estado Democrático de Direito, a responsabilidade somente pode ser afirmada após decisão judicial definitiva, fundada em provas produzidas sob o crivo do contraditório.
ASSESSORIA JURÍDICA E DE COMUNICAÇÃO



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