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  13:29

Azedou de vez: ministros do STF suspeitam que Toffoli gravou reunião clandestinamente

 Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O descrédito da população brasileira no Supremo Tribunal Federal ganha novos elementos a cada dia. Além de tudo que já vem acontecendo associado ao Banco Master, com envolvimento direto dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, incluindo contratos milionários com escritórios de advocacia de suas esposas, venda de resort (Tayayá Resort) e uso de laranjas em empresas, ontem surgiu mais um capítulo.

Em meio a uma reunião entre os ministros justamente para tentar “apagar o fogo” no caso em que Dias Toffoli é relator de um processo no qual ele próprio é citado, aparece uma nova situação complicada. A reunião vazou para a imprensa, e o site Poder360 publicou trechos do encontro.

Segundo o blog de Valdo Cruz, Márcio Falcão e Fernanda Vivas, no g1, os ministros do tribunal suspeitam que as reuniões privativas foram gravadas clandestinamente pelo próprio Toffoli e o conteúdo entregue ao jornal digital.

De acordo com a coluna, além da reunião principal, o portal teve acesso ao conteúdo de uma reunião preparatória da qual participaram apenas cinco ministros: o presidente Luiz Edson Fachin, Toffoli e os colegas Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia. Neste caso, um desses5 teria vazado a reunião. Qual deles?

Ainda segundo o blog do g1, o que leva os ministros a acreditarem que a gravação foi feita pelo próprio colega é o fato de que vários trechos da reunião que foram totalmente negativos a Toffoli, não foram divulgados. Ou seja, Toffoli teria repassado o conteúdo ao jornal para que fossem exploradas apenas partes em que os colegas o elogiam, afirmam crer em sua inocência e, principalmente, criticam a Polícia Federal, que enviou um relatório de 200 páginas ao ministro Edson Fachin, no qual Toffoli é citado. Esse relatório teria provocado a reunião que resultou na retirada do ministro da relatoria do caso.

Parte expressiva do que foi relatado pelo Poder360 é fidedigna e reproduz frases literais ditas pelos magistrados durante a reunião, segundo um ministro ouvido pelo blog do g1.

Procurado pela GloboNews, Toffoli afirmou que a informação é “totalmente inverídica” e que nunca gravou ninguém em sua vida. Porém, a fala do ministro contrasta com suas próprias atitudes. Durante dias ele foi citado como dono de um resort e nunca esclareceu o caso; quando falou sobre o assunto, se esquivou. Nesta semana, afirmou ter vendido as ações do resort em 2021, mas foi comprovado que até meados de 2025 ele recebia pagamentos de um fundo ligado ao banqueiro Daniel Vocarro pelo resort. Também nunca confirmou ou desmentiu a viagem em avião do advogado do banqueiro. Ou seja, suas declarações já não têm grande credibilidade.

Os ministros disseram ao blog do g1 estar “atônitos” com a divulgação do conteúdo das reuniões.

“São frases literais, numa sequência muito semelhante ao que aconteceu nas reuniões. Para quem estava lá, a sensação é de que alguém dentro da sala gravou tudo aquilo”, disse um ministro.

Outro classificou o vazamento das conversas como traição

“É uma traição, muitas frases são literais. Mas algumas são invenções a favor do próprio vazador”, afirmou, em referência ao ministro Toffoli.

Um terceiro ministro disse que o clima tende a piorar com a divulgação das conversas.

“Mesmo que não tenha sido gravado, alguém passou frases literais, conteúdo expressivo das reuniões, para a imprensa. Isso é uma quebra de confiança”, relatou.

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