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  10:23

Prefeito de estado do Ceará se unem contra altos cachês de bandas para festas

Prefeitos de várias cidades do Ceará se reuniram para discutir e encontrar saídas para custear eventos públicos devido aos altos cachês cobrados por bandas e artistas, valores que, segundo eles, aumentaram de forma “absurda” e são, hoje, incompatível com a realidade fiscal dos municípios. Os gestores afirmam estar “reféns” das produtoras e articulam ações conjuntas para tentar conter esses aumentos. Uma reunião entre associações municipalistas de diferentes estados deve ocorrer nos próximos dias para definir medidas mais firmes.

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Um assembleia da Aprece, a Associação de Prefeito do estado do Ceará, espécie de APPM no PIuaí, foi realizada na última terça-feira (27), onde os prefeitos relataram casos de cachês que saltaram de R$ 300 mil para R$ 500 mil e até de R$ 1 milhão para R$ 1,5 milhão em apenas um ano. Eles defendem a criação de critérios, limites e mais transparência nas contratações. Alguns gestores afirmam que já é inviável manter eventos tradicionais sem comprometer áreas essenciais, como saúde e educação. Em General Sampaio, por exemplo, o prefeito João Paulo disse que este ano só deve realizar o Carnaval com atrações menores, já que bandas de grande porte se tornaram financeiramente inacessíveis.

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O prefeito de Uruoca, Kennedy Aquino, relatou aumentos anuais entre R$ 150 mil e R$ 200 mil nos cachês, o que o levou a cogitar reduzir os dias do Festival de Quadrilhas de três para dois. Ele afirma que os valores praticados pelas produtoras não acompanham critérios razoáveis e vêm crescendo acima da inflação.

A crise financeira também levou alguns municípios a cancelarem seus festejos carnavalescos de 2026. Caucaia, Jaguaretama e Tauá suspenderam as programações alegando dificuldades orçamentárias, seca e necessidade de priorizar investimentos essenciais. Durante reunião na Aprece, também foi discutida a possibilidade de acionar o Ministério Público para um eventual Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que obrigue produtoras a justificar os aumentos de cachês, mas a proposta não teve adesão suficiente.

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Além das articulações políticas, os prefeitos defendem a criação de uma legislação específica para a área. No Congresso Nacional, tramita o PL 1.551/2022, que prevê um teto de gastos para shows pagos com dinheiro público, baseado na população e na receita do município. O projeto também propõe maior transparência, reserva de parte do orçamento para artistas locais e proibição de contratações de alto custo em cidades com salários atrasados ou em estado de calamidade.

Com informações do Diario do Nordeste

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