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  07:36

Líderes mundiais se manifestam a favor e contra derrubada de regime na Venezuela; Brasil em silêcio

 Foto de Maduro sendo preso circulam na rede, mas a imagem não foi oficialmente confirmada pelo governo, nem pela imprensa internacional.

Os Estados Unidos derrubaram o regime ditatorial de Nicolás Madura na Venezuela na madrugada deste sábado (3). Pouco depois, o governo venezuelano afirmou que o país foi alvo de uma "agressão militar". O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou em uma rede social que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra o país e afirmou que o presidente Nicolás Maduro foi capturado.

Líderes mundiais já usaram as redes oficiais para se manifestar sobre a ação americana. Governos da Colômbia, Irã e Rússia condenam a intervenção, enquanto o argentino Milei comemorou.

O governo brasileiro, aliado declarado do regime chavista, permanece em silêncio, mas deputados esquerdistas já se manifestaram em defesa do regime venezuelano. Lula deve se reunir com ministros, avaliar a repercussão do caso no Brasil, especialmente nas redes sociais, e se manifestar.

Pela lógica, deve defender o companheiro ditador venezuelano, mas também pode ficar apenas na diplomacia de pedir cautela e oferecer ajuda humanitária a brasileiros no país vizinho.

VEJA O QUE DIZEM OS PAISES QUE JÁ SE MANIFESTARAM 

Gustavo Petro, presidente da Colômbia
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou "profunda preocupação" com os relatos sobre explosões na Venezuela e afirmou que rechaça "qualquer ação militar unilateral" que possa agravar a tensão na região ou "colocar em risco a população civil".

Também disse que rejeita a “agressão à soberania da Venezuela” e pediu diálogo e autodeterminação dos povos. Mais cedo, ele afirmou que o país vizinho foi bombardeado com mísseis e anunciou reforço na fronteira para receber refugiados.

Governo do Irã
O Irã, aliado da Venezuela, condenou o suposto ataque militar dos EUA à Venezuela "como uma violação flagrante de sua soberania nacional e integridade territorial".

O Ministério das Relações Exteriores iraniano pediu ao Conselho de Segurança da ONU que "aja imediatamente para interromper a agressão ilegal" e responsabilize os culpados.

Governo da Rússia
A Rússia condenou um “ato de agressão armada” dos Estados Unidos contra a Venezuela, informou o Ministério das Relações Exteriores do país.

Em nota divulgada neste sábado, o governo russo disse estar “profundamente preocupado” e afirmou que, diante da situação, é importante evitar uma nova escalada e concentrar esforços na busca de uma saída por meio do diálogo.

Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba
O presidente de Cuba denunciou o que classificou como um “criminoso ataque” dos Estados Unidos contra a Venezuela e pediu uma reação urgente da comunidade internacional. Em publicação na rede social X, afirmou que a região, descrita por ele como uma “zona de paz”, está sendo “brutalmente atacada”, e acusou os EUA de praticarem “terrorismo de Estado” contra o povo venezuelano e a América Latina.

Javier Milei, presidente da Argentina
Milei postou, no X, uma comemoração ao ataque americano na Venezuela: "A liberdade avança. Viva a liberdade, car****".

Governo da Alemanha
O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha afirmou neste sábado que acompanha a situação na Venezuela com “grande preocupação”. Segundo comunicado obtido pela Reuters, o governo alemão está em contato próximo com a embaixada em Caracas, e uma equipe de crise deve se reunir ainda hoje para discutir o cenário.

Governo da Itália
O ministro das Relações Exteriores da Itália disse que o país monitora a situação na Venezuela com atenção especial à comunidade italiana que vive no país. De acordo com ele, a primeira-ministra Giorgia Meloni está sendo informada constantemente sobre os desdobramentos.

Lee Jae Myung, presidente da Coreia do Sul
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, ordenou medidas para garantir a proteção de cidadãos sul-coreanos que estão na Venezuela e determinou que o governo se prepare para uma eventual retirada, caso seja necessário, informou a Presidência do país.

Fonte: G1

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