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O prefeito de Campo Maior (PI) usa eventos públicos para promover ele e filho: certeza da impunidade

 

A cidade de Campo Maior, a 82 km ao norte de Teresina, está festejando seu padroeiro Santo Antonio. As festividades seguem até o dia 13 próximo e, na parte social, a prefeitura municipal abriu os cofres para contratos milionários com bandas, algumas bem acima do preço de mercado, segundo denúncias já feitas na mídia.

AUTOPROMOÇÃO DO PAI E DO FILHO

Em uma das apresentações desta semana, o prefeito foi ao palco, ao lado do cantor Henry Freitas que puxou o meme “já ganhou tan tan tan”.  Um vídeo e uma leitura labial, no entanto, flagrou o prefeito pedindo ao cantor pra puxar o meme. 

VEJA O VÍDEO 

Espontâneo ou ensaiado, o Ministério Público Eleitoral deveria se manifestar sobre essa autopromoção que o gestor já comete há muito tempo em eventos pagos com recursos públicos. O evento é pago, e caro, pela prefeitura e não pelo prefeito. Pela lei, principalmente a lei eleitoral, já que João Félix é pré-candidato este ano, ele não deveria nem ser citado nos eventos e no material oficial do evento. Além dele, seu filho Dogim Félix, também é exaustivamente citado. 

Além das aparições ao lado do artista e discursos já prometendo eventos maiores para o próximo ano, os nomes de João Félix e seu filho são repetidamente citados pelos “cerimonialistas” dos eventos. 

Em uma apresentação do cantor Ávine Vinny, em agosto de 2022, ele chegou a chamar ao palco o, então, candidato a deputado estadual Dogim Félix, que já estava em campanha eleitoral. Alguém o alertou ele disse que “pena não poder vir” [no palco].

Durante as festas dos festejos, o nome de Dogim, que ocupa neste momento uma cadeira de deputado estadual do Piauí, foi direcionado para a cidade de Jatobá do Piauí, onde o rapaz se coloca como pré-candidato a prefeito. 

JUSTIÇA PROÍBE OU LIBERA PARA TODOS

Isso tudo deveria ser visto pela justiça como abuso de poder, promoção pessoal, entre outros crimes, que resultariam em improbidade administrava e as punições necessárias, já que a lei rege que em atos oficiais, ou seja, pago com o dinheiro público, deve haver apenas informações educativas, de orientação social, sem proveito individual do gestor. Mas isso, aparentemente, só é no papel.

João Félix já até foi punido nesse sentido, ao ter que retirar promoção pessoal sua das mídias oficiais da prefeitura, após ação do Ministério Público, mas ele agora faz bem pior: passou a fazer mídia ao vivo em eventos bancados com recursos públicos. 

O festejo do padroeiro de Campo Maior é, também, a maior festa social do município e precisa, sim, de planejamento, organização, investimentos do poder público, como está sendo feito. Estimula o comércio, a geração de emprego e renda, a autoestima e diversão das pessoais. Mas a justiça poderia acompanhar mais de perto para que esse tipo de evento não se transforme em um palanque político antecipado. Ou liberar a volta dos showmícios para todos.

Certamente há casos desse tipo que a justiça nem chega a tomar conhecimento dos fatos e por isso João Félix, e outros gestores públicos, deitam e rolam com a autopromoção em eventos sociais bancados com recursos públicos. 

O Em Foco procurou o Ministério Público, Comarca de Campo Maior, e foi recomendado à reportagem que procurasse a Coordenadoria de Comunicação Social do Ministério Público que seria direcionado para o Promotor responsavel. O e-mail, no entanto, não foi respondido até a postagem dessa reportagem.

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