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Boa Hora mistura o tradicional com o moderno e festival de reisado só cresce

Campo Maior Em Foco acompanha o evento há seis anos e traz fotos e tudo sobre a festa do santo reias

Há seis anos o Campo Maior Em Foco vem acompanhando o Festival de Reisado da cidade de Boa Hora-PI. A reportagem vai sempre no dia 6. O Foco não é festival propriamente, que acontece em uma arena motanda na praça da cidade e acontece no dia 5, mas a tradição, o folclore e a religiosidade misturada ainda ao popular, ao profano. Isso acontece na frente das residências dos donos de cada boi.

 

A ida à cidade foi dolorida. Saindo de Campo Maior, o caminho é pela BR-343 e 30km depois entra na PI-331, que passa por dentro da cidade de Boqueirão do Piauí. A pavimentação asfáltica da estrada aconteceu em 2010, mas em todo o trecho os buracos são enormes. Em alguns já não existe mais nenhum asfalto.

 

OS BOIS

A reportagem visitou quatro dos quatorze bois que disputaram o festival de Boa Hora. São grupos de reisados compostos, em sua maioria, por homens e mulheres de Boa Hora, mas já tem mão de obra importada de outras cidades. Da quase profissionalização na arena, é na frente das casas que as apresentações ganham o verdadeiro sentido religioso, e profano ao mesmo tempo.

 

Bumba-meu-boi, Boi de Reis, Boi-Bumbá, Reisado... são nomes dados a celebração do nascimento do Menino Jesus, que veio ao Brasil trazido por portugueses, onde por lá é conhecido como Reisada ou Reseiro. Cada componete do grupo tem sua simbologia. Os três caretas representam os três reis magos Gaspar, Baltazar e Melchior; duas mulheres cantam, um sanfoneiro toca e um “mandador” faz as rimas das músicas, de acordo com a apresentação.

 

Em Boa Hora visitamos o boi campeão no festival: o capoeiro. Estava na entrada da cidade. Enquanto o boi se apresentava, várias pessoas tomavam cerveja a espera de serem abordados pelo grupo. Mulheres seguem à frente do boi, carregando bacias de plástico, arrecadando dinheiro. Faz parte do ritual. Os caretas também jogam lenços nos presentes. Os lenços devem ser devolvidos com dinheiro.

 

Um pouco mais a frente, encontramos o boi Explosão de Fé. O boi também já foi campeão em outros anos e parece ser o “queridinho” dos políticos. Por lá, sempre encontramos deputados e há dois anos até um famoso cantor de banda de forró.

 

 

Visitamos ainda o boi Bugarim. Este estava prestes a ser laçado. Ou melhor, era o momento em que o público pagava para tentar laçar o boi. Quem consegue, mata o boi sangrando. Na maioria das vezes o sangue é, na verdade, vinho, que é distribuído aos presentes.

 

 

Encerramos no boi Maravilha. Este dividiu o segundo lugar no festival. Era un dos que tinha mais público. O boi é do vereador da cidade, Franck Ribeiro. Ele diz que o Reisado de Boa Hora é cultural, movimenta a economia local, leva turistas à cidade, mas é, principalmente, fé e devoção ao Santo Reis.

 

 

Ao final da apresentação do boi no terreiro da residência, com o comandante emocionado, caretas, o puxador e as rezadeiras seguem para o interior da residência onde é rezado um terço. É o fim da peregrinação que no caso do boi do Franck foi de cinco dias andando pelo município de Boa Hora. Neste boi também teve jantar a todos os presentes.

 

 

Por lá também encontramos a dona Lourdes com sua filha, Maria Ferreira do Nascimento. As duas são da cidade de Barras e estavam no evento pela primeira vez. "Estou amando, vestindo a camisa do pessoal do reisado. Sou madrinha do boi" disse a filha, que mora em Teresina. 

 

 

SAGRADO E PROFANO JUNTOS

Enquanto as apresentações terminavam na casa dos donos dos bois, na praça central um amontoado de carros de som “zonzo” quem estava no local. Música dos mais variados tipos, sons das maiores potências pensadas, jovens subindo nos próprios sons (paredões) e dançando “até o chão”, e bebidas.

 

No palco da festa, quatro bandas tocaram até amanhecer o dia. Teve banda que tocou música de vaquejada, teve banda de Swingueira, teve banda de forró romântico e teve até banda que mostrou prévia para o carnaval. E muita, mas muita gente. Tanto que a cidade é pequninha, mas teve gente pra olotar uma praça com bandas grátis e, acredite, público para feste em um clube fechado com mais duas bandas. Cobrado o ingresso, claro.

 

A impressão que ficou é que o Festival de Reisado de Boa Hora cresce a cada ano. 


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