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SURTOU: Vereador campomaiorense perde o controle e começa a gritar na Câmara de Altos

Circula nas redes sociais um vídeo gravado na última sessão ordinária da Câmara Municipal de Altos, no dia 9 de abril, onde aparece o vereador Jairfran Rodrigues (Cidadania), aparentemente tendo um surto após a vereadora Fabíola Santos (PV) pedir documentos sobre acusações que ele proferia em plenário contra o atual prefeito, Maxwell da Mariinha.

Aos gritos, ele partiu descontrolado contra a vereadora e sua postura teve a complacência do vereador Zé Ernando (PT), que presidia a sessão. A população altoense se surpreendeu com o comportamento do parlamentar, pois uma grande maioria ainda não conhecia o perfil do parlamentar, que foi radialista em Campo Maior, sua cidade natal, e se mudou para a terra da manga após enfrentar diversos problemas na cidade da carne de sol.

Segundo Fabíola, a irritação do vereador Jairfran começou quando ela questionou gastos no combate à COVID-19 ano passado, na gestão da ex-prefeita Patrícia Leal (PT), de quem Jaifran é aliado e compadre. Vereadores suspeitam de desvios na ordem de R$ 10 milhões por parte da ex-prefeita, recursos que vieram para a Saúde do município.

Depois que a vereadora cobrou documentos que Jaifran diz apresentar de cunho denunciativo contra o prefeito Maxwell o vereador se exaltou. “Suas colocações foram levianas em cima desse vereador. O gasto da covid tá no TSE e a senhora tem de ir fazer seu papel de fiscalizadora. Eu não posso fazer seu papel”, disse gritando o parlamentar.

Jairfran confundiu TSE com TCE, o Tribunal de Contas do Estado, onde os balancetes e prestação de contas da ex-gestora são escassos e duvidosos.

O vereador cresceu o tom de voz e em aparente desequilíbrio emocional continuou a intimidar a vereadora. “A senhora é paga com dinheiro público é pra trabalhar nessa casa, os balancetes dessa casa estão aqui, venha ler e estudar. A senhora quer que eu venha ler e estudar pela senhora? A minha diferença de mim pra você é que você está com preguiça e eu não estou, essa é a verdade”, encerrou com os olhos arregalados e as mãos trêmulas.

Jairfran é vigilante por profissão e possui ensino fundamental incompleto, enquanto a vereadora Fabiola, a qual ele mandou estudar, é graduada em Ciências Biológicas e Pós-graduada em Manejo e Controle de Pragas Urbanas.

Ao Em Foco, Fabíola disse que Jairfran não respeitou o regimento da casa legislativa. “O que notei no Jairfran foi um total desequilíbrio. Não respeitou o regimento da casa, faltou com respeito. Fiz uma pergunta simples e não precisava se comportar com aqueles gritos. Não sei se é porque ele me ver como mulher, a mulher tem conquistado muito espaço, mas ainda existe muita opressão”.

“Em nenhuma sessão na história do legislativo altoense havíamos presenciado uma vereadora mulher sendo agredida. É um dia triste para a representatividade feminina”, disse o vereador Natan dos Projetos.

“É estranho que vereadora presente na sessão tenha silenciado diante de tal agressão. O vereador vem utilizando dessa intimidação para querer calar colegas, não vamos aceitar”, comentou outro vereador.

“São tempos de empoderamento feminino  e que mais uma vez assistimos ao episódio de um homem querer calar uma mulher dentro de uma instituição que representa o poder legislativo. É um atentado contra o regimento. Eu fui eleita pelo povo e tenho a mesma autonomia que qualquer colega de legislatura e mereço respeito”, cobrou a vereadora Fabíola Santos.

Jairfran foi eleito com pouco mais de 400 votos e foi beneficiado pela mudança na regra eleitoral.


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