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15/11 17h29 2017 Você está aqui: Home / Blog da Ana Ana Maria Cunha campomaioremfoco@hotmail.com

O BUQUÊ

Como as flores, nós murcharemos, mas antes disso podemos enfeitar, perfumar e tornar agradável o ambiente onde nos colocaram...

Ganhei e gostei. E quem não gostaria?

Era um lindo buquê de rosas variadas, de diferentes tamanhos e cores: amarelas, brancas, lilases e vermelhas, escolhidas com muito cuidado e carinho por quem me enviou. Representava amor, admiração e talvez algum outro sentimento que não fora explicitado no cartãozinho que o acompanhava.

Recebi o buquê de rosas com o mesmo amor, carinho, admiração e com gratidão. Escolhi um jarro lindo e adequado para colocá-lo. Procurei um local arejado onde não pegasse sol, para que ele pudesse durar o máximo de tempo possível; e todas as vezes que eu olhava para ele sentia uma enorme alegria no meu coração. Afinal, quem não gosta de receber flores?

Durante alguns dias eu o agüei com carinho para que não murchasse. Mas, infelizmente depois de alguns dias ele secou. De nada adiantaram meu desvelo e meu desejo de que ele não murchasse... O máximo que consegui foi adiar, talvez um dia ou dois, que secasse de vez...

Assim como este buquê é a nossa vida! À medida que o tempo passa vamos envelhecendo, e um dia, quando menos se esperar estaremos murchas, secas, sem vida, como aquele buquê. Fazendo essa analogia, pus-me a refletir... Porque às vezes nos vangloriamos ou nos orgulhamos tanto, achando que somos melhores do que os outros?

 Aquele buquê, mesmo sendo formado das mais belas e caras rosas, um dia murchou como murcharia uma reles florzinha do campo, que cresce sem muito esforço e não exige muitos cuidados. E que ninguém daria um centavo por elas... Todos nós temos o mesmo destino. Não adianta a beleza, o poder, o dinheiro, a sabedoria, nada! Um dia todos nós passaremos para a outra vida.

Um dia todos nós viraremos pó! Secaremos e não serviremos mais para nada!

Isso não deve ser motivo de tristeza ou lamento, nem precisamos ter medo ou raiva. Devemos sim aceitar esta realidade e apenas refletir, que não somos mais e nem melhores do que ninguém, nosso destino é o mesmo... E encarar isso com naturalidade.

Devemos sim aproveitar o instante de nosso vigor, para deixar uma marca positiva na memória dos que ficarem depois de nossa partida...

Como as flores, nós murcharemos, mas antes disso podemos enfeitar, perfumar e tornar agradável o ambiente onde nos colocaram...

E lembrando que juntos formamos o mais lindo buquê!


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