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18/11 09h31 2016 Você está aqui: Home / Pensando a História Marcus Paixão mvpaixao@yahoo.com.br

Professor Ribinha e a Esquerda

Suas ideias educacionais e estruturais estavam mais para o conservadorismo do que para a esquerda

O professor Ribinha, recentemente eleito prefeito de Campo Maior, não é alinhado às ideias políticas da esquerda, mesmo sendo ele filiado ao PT. Isso pode parecer um absurdo, mas suas ideias e tendências tem pouca coisa com os ideais ideológicos esquerdistas, especialmente com aquela esquerda que marchava de forma revolucionária e ideológica. Ribinha não é o típico petista, não usa a boina do Che, não exalta Stalin e nem Lênin, não apoia o MST, UNE, etc. Ele também não é usar o tradicional vermelho toda hora, uma marca da militância, não pousou ao lado de Lula e Dilma e nem defendeu acirradamente a presidente Dilma no processo de Impeachmant (há questões estratégicas aí). Essas são marcas que um petista jamais deixaria de fazer, em hipótese nenhuma. E mais uma coisa: muito da pouca associação dele com o PT na sua campanha foi imposição de cima. Ideologia é ideologia amigo. Poderia citar mais detalhes que representam minha visão do prefeito Ribinha, mas vou evitar por conta das animosidades. 


Sua gestão como secretário de educação provou isso para mim, pois quando pôde agir livremente (são as imposições do MEC), suas ideias educacionais e estruturais estavam mais para o conservadorismo do que para a esquerda. Implementou o ano introdutório do ensino de história e geografia de Campo Maior nas escolas do município; apresentou ideias ligadas à valorização da cultura local e da comunidade, resgatando valores culturais e tradicionais; além de planejar ideias meritocráticas para o desempenho de professores, mas que não chegou a implantar. Tudo isso não faz dele um conservador, é obvio, mas pelo menos é uma demonstração de que há uma boa dose de pensamentos e ideias muito boas em sua mente. 


Sobre o crescimento do PT na época Lula (últimos 20 anos), é obvio que muitos novos políticos se filiaram ao Partido dos Trabalhadores para aproveitar o bom momento que o partido proporcionava. Lula foi um fenômeno indiscutível e jamais visto no Brasil. Era um tipo de Midas, deus da mitologia grega que tudo que tocava virava ouro. Ele não é mais. Mas quando foi o grande nome da política brasileira, a porta do partido se escancarou para muita gente se filiar e aproveitar a oportunidade para se eleger. A maioria desses filiados, que conseguiram se eleger e crescer politicamente, já abandonou o partido, especialmente nos últimos dois anos. Eles não comungavam dos ideais ideológicos do PT, não eram verdadeiramente petistas, mas souberam se aproveitar do momento para fins pessoais. 


Também é verdade que o próprio PT está desacreditado por muitos que no passado levantaram a bandeira vermelha. A maioria desses (aqui me refiro a outro tipo de petista) deixou o partido, mas continuou sendo esquerda, terminaram por ser chamados de extrema esquerda (PSOL, PSTU, etc.). Ainda há petistas no PT, mas eles estão ficando só. O partido também continua abrigando petistas não esquerdistas, ou pelo menos pouco alinhados com a ideologia da esquerda, embora considerem parte da ideia boa. Mas acho que essa permanência não vai perdurar. Isso não vai funcionar por muito tempo e logo terão que debandar para outros partidos de esquerda, ou criarão novos partidos, ou (os que não são de esquerda) migrarão para partidos mais de centro. 


Penso que o prefeito eleito Ribinha e a cidade de Campo Maior ganham com tudo isso. Já que ele deu mostras de uma visão não tanto esquerdistas e um pouco de conservadorismo pode ser percebido por algumas de suas ideias, sua administração gera grandes expectativas. Com a esquerda desmoronando no mundo, nossa cidade não será uma ilha politicamente isolada, com ideias retrogradas. E olhe que eu nem falei da vice-prefeita, Dra. Liége. Se Ribinha tem pouca coisa com a tradicional esquerda, o que diremos da Drc. Liége, que nunca foi, nem de longe, alinhada às ideias marxistas? Vamos ver.


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