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22/08 12h24 2016 Você está aqui: Home / Blog da Ana Ana Maria Cunha campomaioremfoco@hotmail.com

VAMOS REFLETIR JUNTOS?

Cada um tem o direito de sentir e de expressar o que sente de forma tranqüila, equilibrada e sem fanatismo. Sem interferir na opinião do outro. Sem exigir que o outro pense como ele pensa. Respeitando. Acho que respeito é a palavra da vez.

Estamos vivendo um tempo delicado de campanha política. Sei muito bem que a política para alguns é apaixonante, como o futebol, a religião, ou outro tema, que toma de conta da mente e às vezes faz as pessoas perderem a noção do limite. Falar sobre isso é um tanto delicado, especialmente neste momento, mas como faz dias que penso sobre o assunto vou aqui emitir a minha opinião e fazer uma breve reflexão sobre isso. Como falei essa é a MINHA opinião, e não necessariamente deve ser a de todos.

 

Desde criança que observo o comportamento das pessoas quando se fala de política. Meu pai foi vereador por duas vezes e eu adorava acompanhá-lo nos comícios e nas andanças que fazia. Mais pelo prazer da “folia”, que mesmo pela política em si. Depois descobri que não tenho paixão pelo tema.

 

Talvez esse desinteresse se deva ao fato de que, desde muito cedo, acompanhei casos de pessoas que se envolvem tanto, que chegam a afetar seus relacionamentos, seja de amizades, sejam amorosos. Vi casais brigando, batendo e apanhando, se separando por causa de política. Vi e ouvi dos mais velhos, casos de pessoas que mataram ou morrerem, literalmente, por causa de política.

 

E ainda hoje, em pleno século XXI, vejo pessoas agredindo moralmente e até fisicamente por causa de ideologias e partidos políticos. Vejo políticos se digladiando em uma eleição e na outra estarem de mãos dadas. E o povo que se desesperou, que se digladiou junto, nem ter sido consultado na hora das novas coligações. Isso acontece, aconteceu e acontecerá sempre, não só na nossa cidade, mas em todos os cantos deste imenso e amado país chamado Brasil.

 

 Analisando tudo isso, eu me lembrei de uma famosa frase de Ulisses Guimarães, que disse certa vez, que, na política “Ninguém deve ser tão amigo que um dia não possa vir a ser inimigo, em tão inimigo que um dia não possa vir a ser amigo”.  Quanta sabedoria! Esse lema deveria ser aplicado não só à política, mas em todas as outras áreas de nossa vida! Eu também acho que tudo deve ser feito com moderação, com limites, ou seja, com respeito. Vejo que os extremos devem ser evitados sempre.

 

Todo mundo tem o direito a ter sua opinião, sua filosofia, suas preferências. Por isso mesmo cada um deve respeitar a opinião, a filosofia e a preferência do outro. Meu direito termina onde começa o direito do outro. Isso na política, na religião,  no futebol, na diversidade de gênero, ou em qualquer outro tema polêmico como estes.  Cada um tem o direito de sentir e de expressar o que sente de forma tranqüila, equilibrada e sem fanatismo. Sem interferir na opinião do outro. Sem exigir que o outro pense como ele pensa. Respeitando. Acho que respeito é a palavra da vez.

 

Reconheço a importância da política, não só para os candidatos, mas para o povo de modo geral. Sei também que tem muito mais em jogo, tem gente que tem medo de perder o emprego, tem gente que tem medo de perder a oportunidade de trabalho, tem gente que tem medo de perder a amizade dos candidatos, tem gente que tem meedo de ver sua cidade administrada por gestores ruins. Tem gente que tem medo de tanta coisa... Mas de uma coisa eu tenho certeza: a vida é muito mais que isso, não vale a pena perder amizades, perder amores, perder a compostura, perder o equilíbrio por algo que passa. E que depois de quatro anos vem de novo, e num cenário totalmente novo e inesperado.

 

Vamos refletir sobre isso. Insisto em dizer que a Inteligência Emocional é muito importante nestas horas também. Que podemos conviver, conversar, bater papo, sentar numa mesa com pessoas de outros partidos que não o nosso, sem medo do “o que os outros vão pensar  de mim”...

 

Eu mesma tenho amigos de todos os partidos políticos, tantos, que é até difícil escolher em quem votar. Mas quando olho pra eles eu vejo a pessoa que ele é, não a sua preferência política. Quando estou com eles estou pela companhia, pelo carinho que trocamos... E quantas vezes nem tocamos no assunto “política”! E até esqueço que estamos em um período de campanha. Eu gosto das pessoas pelo que elas são, não pelo que podem me oferecer.

 

Só sei que tudo passa e que as pessoas ficam. A amizade, a paz e o amor devem ficar também. E quero lembrar que o  respeito de hoje vai garantir a harmonia de amanhã.


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