Prefeitos, representantes dos governos estadual e federal e técnicos de diferentes órgãos se reuniram, nesta quarta-feira (26/08), na sede da Associação Piauiense de Municípios (APPM), em Teresina, para discutir os impactos do El Niño e medidas de preparação dos municípios piauienses para períodos de estiagem, altas temperaturas e aumento do risco de queimadas.
Durante o encontro, foi apresentado o Painel El Niño, ferramenta voltada ao planejamento municipal e ao monitoramento dos possíveis impactos climáticos. A reunião também discutiu ações de segurança hídrica e alimentar, prevenção a incêndios e acesso dos municípios a programas e recursos federais.
O secretário de Estado da Defesa Civil, Eduardo Apolonio, explicou que o Piauí já trabalha com um plano de contingência e destacou que a atuação precisa começar nos próprios municípios. "O El Niño já é uma realidade e a gente tem que se preparar. Para isso, a gente necessita de uma ação integrada, e a ação começa lá no município", afirmou Eduardo Apolonio.Segundo o secretário, o período de temperaturas mais elevadas e tempo seco também exige maior preparação para incêndios florestais. Além disso, a Defesa Civil mantém monitoramento permanente e orienta as prefeituras sobre medidas para enfrentar problemas no abastecimento de água e eventuais perdas na produção. "A Defesa Civil intensificou o diálogo, aumentou nosso monitoramento e nós temos, através da nossa sala de monitoramento, um acompanhamento 24 horas por dia. Emitimos alertas e também temos contato direto com as prefeituras para capacitá-las para esse período", explicou.
O gerente de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Elizeu Pinheiro Neto, afirmou que a mobilização busca antecipar medidas diante da possibilidade de uma estiagem mais severa no Nordeste. "É uma iniciativa do governo federal, preocupado com os possíveis impactos das mudanças climáticas e, especificamente, do El Niño. A previsão é de uma seca severa a partir de agora, em 2026, até meados de 2027", destacou Elizeu.
Foto: Conecta Piauí
Entre as medidas discutidas estão distribuição de cestas básicas, implantação de cisternas, ações de acesso à água e apoio aos sistemas de abastecimento. Órgãos como Codevasf, Serviço Geológico do Brasil, Conab, IBGE e Dnocs participaram das discussões. "É todo um conjunto de ações integradas do governo federal para a população", ressaltou Elizeu Pinheiro Neto.
Para o presidente da APPM, Pompílio Evaristo, a articulação entre União, Estado e municípios será necessária para reduzir os prejuízos provocados pela estiagem, principalmente nas cidades mais afetadas. "É preciso dar as mãos entre todos os entes, federal, estadual e municipal, para que essas soluções sejam integradas, a gente fale a mesma língua, e discutir essa temática é fundamental", afirmou Pompílio.
Foto: Conecta Piauí
Segundo o presidente, a expectativa é que a reunião resulte em medidas que auxiliem os municípios a enfrentar impactos econômicos, perdas na produção e dificuldades provocadas pela redução da disponibilidade de água.


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