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  19:40

Líder de facção morre após infarto em penitenciária no Norte do Piauí; morte provoca princípio de motim

O detento Adriano de Sousa Moura, apontado pelas autoridades como integrante da liderança de uma facção criminosa no Piauí e considerado de alta periculosidade, morreu na sexta-feira (24) após sofrer um infarto na Penitenciária Bispo Sebastião Alves de Souza, em Buriti dos Lopes, no Norte do Piauí. Após a confirmação da morte, a unidade prisional registrou um princípio de motim que deixou outro interno ferido.

Segundo a Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus), Adriano passou mal dentro da penitenciária e recebeu atendimento das equipes de saúde da unidade e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar das tentativas de reanimação, ele não resistiu e morreu ainda no presídio.

Conforme informações preliminares, o detento havia sido transferido de Teresina e estava havia apenas dois dias na unidade prisional quando sofreu o mal súbito.

Condenações e histórico criminal

De acordo com a Polícia Civil, Adriano de Sousa Moura possuía uma extensa ficha criminal e acumulava condenações que somavam quase 25 anos de prisão.

Além disso, ele tinha mais de dez passagens por delegacias de Teresina e era apontado como um dos líderes de uma facção criminosa com atuação no estado.

As investigações também indicam que Adriano foi um dos articuladores da fuga em massa registrada em 2022 na Penitenciária José Ribamar Leite, antiga Casa de Custódia de Teresina. Na ocasião, ele e outros nove detentos conseguiram escapar da unidade prisional.

Morte provocou tumulto

Logo após a confirmação da morte, alguns detentos iniciaram um princípio de motim dentro da penitenciária.

Durante o tumulto, um interno foi agredido e sofreu um traumatismo craniano. A vítima recebeu atendimento do Samu e foi encaminhada ao Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), em Parnaíba.

Em nota, a Secretaria da Justiça informou que policiais penais e forças especializadas da Segurança Pública conseguiram controlar rapidamente a situação, sem o registro de novos incidentes.

A Polícia Civil, a Perícia Criminal e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para realizar os procedimentos legais e apurar oficialmente as circunstâncias da morte do detento.

Com informações do G1 e Meio Norte

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