As dez cidades mais violentas do Brasil em 2025 estão localizadas na região Nordeste, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O levantamento mostra que oito dos dez municípios pertencem aos estados do Ceará, administrado pelo governador Elmano de Freitas (PT), a da Bahia, governada por Jerônimo Rodrigues (PT). Os dois tentam uma releição em outubro próximo.
A Bahia concentra cinco cidades entre as dez mais violentas do país, enquanto o Ceará aparece com três municípios. Completam a lista: Pernambuco, administrado por Raquel Lyra (PSD), que também busca reeleição, e Paraíba, governador por Lucas Ribeiro (Progressistas), que assumiu em abril deste ano.
Maranguape (CE) permanece na liderança do ranking nacional pelo segundo ano consecutivo, registrando taxa de 100,3 mortes violentas intencionais para cada 100 mil habitantes, sendo o único município brasileiro a ultrapassar a marca de 100 mortes por 100 mil habitantes em 2025.
Entre as cinco cidades mais violentas do país, três são baianas: Eunápolis ocupa a segunda colocação, com taxa de 85,1 mortes por 100 mil habitantes; Porto Seguro aparece em quarto lugar, com 71,2; e Simões Filho fecha o grupo das cinco primeiras, com taxa de 68,1.

O Anuário considera como mortes violentas intencionais os homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.
Estados
No ranking estadual, o Amapá continua sendo o estado mais violento do Brasil, com taxa de 42,5 mortes violentas por 100 mil habitantes, apesar de registrar redução de 6% em relação ao ano anterior.
Na sequência aparecem Bahia (36,8) e Ceará (34,7), ambos também apresentando queda nas taxas, mas permanecendo entre os estados com maiores índices de violência letal.
Na outra ponta do levantamento, Santa Catarina passou a ser o estado menos violento do país, com taxa de 7,6 mortes violentas por 100 mil habitantes, superando São Paulo, que registrou índice de 7,8.
Apesar de os feminicídios terem atingido o maior patamar da série histórica, o estudo aponta que o Brasil registrou, em 2025, o menor número de assassinatos desde o início da pesquisa, em 2012. Foram contabilizadas 40.775 vítimas, uma redução de 8% em comparação com 2024, fazendo com que a taxa nacional de mortes violentas caísse para 19,1 por 100 mil habitantes, a menor já registrada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.




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