Leandro Silva Sousa, 30 anos, foi sepultado em Milton Brandão, sua cidade natal, sob homenagens. O piauiense morreu durante uma ação policial no Morro dos Prazeres, na região central do Rio de Janeiro.
Na operação, oito pessoas morreram. Leandro foi velado na manhã de sexta-feira (20), no Cemitério do Catumbi. Por volta das 10h, o corpo foi levado para o Aeroporto do Galeão, de onde seguiu para o Piauí, terra natal da vítima.
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O corpo foi sepultado durante o fim de semana, em Milton Brandão. O translado foi custeado por amigos do futebol que ele frequentava, com a ajuda do patrão de Leandro.
Ele trabalhava como ajudante de um restaurante e vivia no Rio com a mulher, que é de Valença do Piauí.
De acordo com o irmão de Leandro, ele e a esposa estavam planejando ter um bebê e o sonho dele era construir uma casa. O patrão ressaltou que o morador era um homem honesto, dedicado ao trabalho e solidário.
A versão da esposa dele para os fatos, inclusive, é diferente da versão policial. O depoimento de Roberta está marcado para segunda-feira na Delegacia de Homicídios. Quatro PMs foram afastados por mau uso das câmeras corporais.
Enquanto a PM afirma que a casa foi invadida por criminosos, que fizeram o morador e a esposa reféns, e que houve tentativa de negociação antes de um confronto, a viúva nega essa versão e diz que os policiais já chegaram atirando.
Ela também afirma que não houve troca de tiros nem rendição e relata ainda ter sido orientada por um agente a declarar, em depoimento, que os disparos partiram de bandidos.
Operação
A morte do piauiense ocorreu durante uma operação que mobilizou equipes da Polícia Militar após os agentes serem recebidos a tiros nas primeiras horas da manhã de quarta-feira (18). Houve intenso confronto, e ao menos sete membros da facção Comando Vermelho foram mortos.
Entre os mortos está Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como “Jiló dos Prazeres”, de 55 anos, apontado como um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro. Ele estava escondido justamente na casa do casal piauiense quando a PM entrou no imóvel e abriu fogo contra os suspeitos e, segundo a viúva do piauiense, também contra o morador.



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