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  20:18

Os números não mentem, e o que eles dizem sobre Boqueirão do Piauí em 2025 é alarmante. A análise detalhada do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) revela que a previdência dos servidores municipais (RPPS) não é apenas um problema contábil, mas uma ameaça real à prestação de serviços públicos básicos.

No encerramento de 2025, o Fundo em Capitalização (Plano Previdenciário) apresentou um resultado financeiro desolador. As receitas previdenciárias realizadas somaram R$ 1,82 milhão, mas as despesas para pagar os aposentados e pensionistas chegaram a R$ 2,73 milhões. O resultado? Um déficit de R$ 908.542,35, ou seja, quase R$ 1 milhão de reais em apenas um ano.

Na prática, isso significa que a prefeitura teve que retirar quase um milhão de reais de outras áreas, como infraestrutura, saúde ou educação, para cobrir a conta da previdência que não se sustenta. É o dinheiro do asfalto e da iluminação pública sendo usado para tapar um buraco que só cresce.

Se o presente é preocupante, o futuro desenhado é catastrófico. O documento projeta as contas previdenciárias até o ano de 2099, e a tendência é de um esgotamento sistemático.

O relatório mostra que, conforme os servidores atuais envelhecem, a conta para mantê-los explode, enquanto a entrada de novas receitas não acompanha o ritmo.

As projeções mostram anos seguidos de "Resultado Previdenciário" negativo. Sem uma reforma estrutural ou um aporte massivo de recursos que o município não possui, Boqueirão caminha para um colapso onde, no futuro, poderá não haver dinheiro nem para pagar os aposentados, nem para manter a cidade limpa.

O SILÊNCIO DA GESTÃO

A crítica que fica para a gestão de Genir Ferreira é a falta de transparência e de medidas de contenção. Como uma prefeitura que recebe R$ 45,7 milhões permite que o seu fundo previdenciário sangre quase R$ 1 milhão por ano sem um plano de recuperação visível?

A "estratégia" parece ser empurrar o problema com a barriga. Enquanto os recursos federais e estaduais maquiam a falta de obras com verba própria, o câncer financeiro da previdência vai corroendo a autonomia do município.

Enquanto a gestão municipal celebra orçamentos vultosos, o "buraco negro" da previdência própria consome recursos e projeta um cenário de insolvência que pode durar décadas. Para o cidadão, o que sobra é apenas a poeira de uma infraestrutura que nunca chega, enquanto o futuro dos servidores concursados pende por um fio.

Veja abaixo o quadro da situação financeira da previdência municipal:

Item

Valor em 2025

Receita Previdenciária

R$ 1.822.581,87

Despesa Previdenciária

R$ 2.731.124,22

Déficit Anual

(R$ 908.542,35)

Projeção de Equilíbrio

Inexistente até 2099

O espaço fica aberto para a gestão municipal caso deseje fazer quaisquer esclarecimentos.

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