Um homem identificado como Ivan Nowack, preso pelo assassinato brutal do idoso José Pereira da Silva, de 81 anos, em Teresina, confessou e deu detalhes do crime chocante à polícia. A vítima foi morta com golpes na cabeça e teve o rosto completamente desfigurado e a cabeça esmagada.
Em vídeo, ele afirma que teria cortado a língua da vítima com um caco de vidro e chegou a mastigar, enquanto chutava o corpo. "Ele tentou novamente pegar o restos de cacos de vidro, só que eu travei os braços dele com meu joelho, ai comecei a agredir e perguntei é isso mesmo que tu quer? Dei murro, cotovelada, e comecei a pisar na cara dele. Com o caco de vidro, arranquei a língua dele, mastiguei e cuspi. Depois que ele estava meio inconsciente, fui lá arranquei a língua dele e chutei a cabeça dele", descreveu.
O delegado Danúbio Dias disse em entrevista à TV Antena 10 e ao A10+, na manhã desta quarta-feira (11), que o autor do crime relatou que teria sido abordado em um assalto pela vítima, que estaria armada com um pedaço de garrafa de vidro.
"Ele alegou que por volta de uma hora da manhã estava se deslocando para a sua casa e na BR-316, na versão dele, ele disse que foi abordado pela vítima. Nessa ocasião, a vítima teria anunciado um assalto e estava armado com um pedaço de vidro, provavelmente, uma garrafa quebrada. Nesse momento, ele alega que reagiu a esse suposto assalto praticado pela vítima, que correu. Nessa versão dele, a vítima teria corrido cerca de 500m até a casa onde a vítima foi assassinada. Lá na residência, ele disse que encurralou a vítima nesse beco, conseguiu imobilizar a vítima, um idoso de 82 anos, derrubou o idoso no chão e, em seguida, começou a dar socos no crânio da vítima. Além de ter confessado essa violência desnecessária e extrema contra um idoso, ele alegou que cortou a língua da vítima, tentou comer a língua da vítima e disse que logo depois cuspiu", afirmou.
O delegado ressaltou que o indivíduo relatou o caso com muita frieza e seguindo uma cronologia coerente com o que foi apurado até o momento. "Ele fala isso com muita frieza, com muita calma, ele não é um indivíduo que apresenta uma versão desconexa, ele apresenta tudo no mesmo tempo, só que para o departamento essa versão dele de que a agiu em legítima defesa a esse roubo praticado pelo idoso não faz sentido. Nós estamos falando de um idoso de 82 anos de idade, não faz sentido um idoso depois de ter ingerido bebida alcoólica, fugindo de um homem, de um jovem de 27 anos de idade. É um direito dele apresentar suas alegações, mas não convence, já que não é compatível com a realidade. No que tange a alegação dele de ter arrancado a língua da vítima, vamos aguardar a conclusão do laudo do cadavérico", concluiu.

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