A Secretaria de Estado da Cultura do Piauí (Secult-PI) encerrou 2025 com realizações que marcaram o cenário cultural do Estado. Em um ano de entregas, a pasta avançou na criação e revitalização de equipamentos culturais, fortaleceu políticas públicas, retomou grandes eventos e ampliou ações de valorização da memória e das tradições piauienses.
Entre os marcos do ano, destaca-se a inauguração da Casa do Artesão Design Mestre Albertino, espaço dedicado à identidade do artesanato piauiense. Também foram entregues o Teatro Sávio Barão, em Picos; o Auditório Maria da Conceição Brito, em Campo Maior; as videotecas Antônio Nonato, na Vila Bandeirantes III, e Santa Maria da Codipi; o Polo Artesanal Vila Risoleta Neves; o Polo Dona Mariola; a Biblioteca Francisca Maria de Moura (Neguinha), na Vila Irmã Dulce; além da Praça Ramón Neto, em Bom Jesus, e da reinauguração do Memorial Esperança Garcia. Também foram entregues o Cine Christino Castro, em Floriano, e o Cine Leme, em Oeiras, ambos viabilizados pela Lei Paulo Gustavo.
O compromisso com a descentralização cultural ganhou força com a assinatura dos termos de cooperação para a construção dos CEUs da Cultura nos municípios de União, Esperantina e José de Freitas. A iniciativa amplia o acesso a espaços de formação, difusão e convivência, reforçando a política de interiorização da cultura.
A agenda cultural foi marcada por eventos de grande repercussão. Produções tradicionais e festivais fortalecidos movimentaram o calendário estadual, como as Paixões de Cristo, a Semana Estadual de Dança, a Semana dos Povos Indígenas, o Festival de Inverno de Pedro II, o Festival Cultural Entre Rios, o Encontro Nacional de Folguedos, o CineMAR, os Salões do Livro pelo Piauí, o Festival de Rabeca, o Tour da Memória e Cultura, o Feira na Praça e a programação do Natal de Sonho & Luz. Projetos queridos do público, como o Boca da Noite, o Coral das Mil Vozes e o retorno da circulação do Projeto Seis e Meia, reafirmaram o papel da cultura como elo de encontro e expressão coletiva.
No campo institucional, a Secult promoveu o 1º Encontro Estadual de Gestores da Cultura do Piauí, que contou com a presença do secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, fortalecendo o diálogo com o governo federal. A participação no 2º Encontro Nacional de Gestores da Cultura, em João Pessoa, no Fórum Nacional de Gestores, e na COP Nordeste, em Fortaleza, consolidou o protagonismo do Piauí em pautas estratégicas do setor.
O Estado também avançou com a adesão ao segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc, a realização da Consulta Pública do Setor Audiovisual – Arranjos Regionais, e a diplomação de novos Patrimônios Vivos do Piauí, que reconhecem mestres e guardiões da cultura popular. O ano foi ainda de reformas e modernizações, como na Central de Artesanato, na Biblioteca Cromwell de Carvalho e na apresentação do projeto de revitalização do Museu do Piauí. Ações de diversidade e inclusão tiveram espaço, com reuniões do Comitê “Aqui tem Lugar para LGBTAIA+” e a realização da Parada Day.
A cultura piauiense ultrapassou fronteiras em intercâmbios importantes, como na visita à Casa França-Brasil e ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro, fortalecendo parcerias com a gestão cultural fluminense. Iniciativas como o Tour da Memória, o Comboio Cultural, o Festival Cultural de Férias do Teatro Barítono Raimundo Pereira e o Recital de Posse Possidônio Queiroz aproximaram artistas e público, criando novas oportunidades de circulação e formação.
Em 2025, a Secult também celebrou os 10 anos de criação com uma semana de programação especial, além de comemorar os 131 anos do Theatro 4 de Setembro. A realização da Ópera da Serra da Capivara se destacou como um dos momentos mais simbólicos do ano, unindo arte, patrimônio e natureza em um espetáculo grandioso.
Para o secretário da Cultura, Rodrigo Amorim, o período marca um novo ciclo para o setor. “Estamos vivendo um novo tempo para a cultura do Piauí, um tempo de presença, de escuta e de entrega. Nosso compromisso é seguir ampliando o acesso, descentralizando as ações e fazendo com que a cultura chegue cada vez mais perto das pessoas”, afirmou.
O conjunto das ações evidencia um movimento contínuo de reconstrução, fortalecimento e valorização da cultura piauiense. Mais do que obras e eventos, cada iniciativa representa um reencontro com a identidade local e um avanço na construção de um Piauí





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