O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (3) que forças americanas realizaram um ataque de grande escala na Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, encerrando abruptamente mais de uma década de governo do líder venezuelano. A declaração foi feita em uma rede social, em tom de oficialização da queda do regime.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, afirmou Trump.
A operação, segundo o presidente norte-americano, foi conduzida exclusivamente por forças de segurança dos EUA. Não há informações sobre o destino de Maduro e da primeira-dama.
Venezuela sem comando e exigindo prova de vida
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, declarou não saber onde Maduro está e exigiu que o governo americano apresente uma prova de vida. Com a captura confirmada, o país vive um dos momentos de maior instabilidade política desde o início do chavismo, em 1999.
Explosões e apagões marcam madrugada em Caracas
A capital venezuelana, Caracas, foi tomada por pânico durante a madrugada de sábado. De acordo com a Associated Press, ao menos sete explosões foram registradas em cerca de 30 minutos. Moradores relataram tremores, barulho intenso de aeronaves e correria nas ruas.
Áreas próximas à base aérea de La Carlota — ponto estratégico militar — ficaram sem energia. Vídeos que circulam nas redes mostram colunas de fumaça em instalações militares e aeronaves sobrevoando a cidade em baixa altitude.
Governo venezuelano fala em “agressão imperialista”
Pouco depois da confirmação dos ataques, o governo venezuelano divulgou um comunicado afirmando que o país estava sob “agressão imperialista” e que Maduro havia decretado Estado de Comoção Exterior — medida que, na prática, colocaria o país em alerta total para mobilização armada. Porém, com a captura do presidente, a ordem se tornou simbólica.
“O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista”, diz o texto. O comunicado também acusa os EUA de tentar tomar recursos estratégicos, especialmente petróleo e minerais, e classificou a ação como “guerra colonial”.
A Venezuela afirmou que se reserva ao direito de legítima defesa e pediu apoio de países latino-americanos e caribenhos.
A queda que vinha sendo desenhada
O movimento que culminou no fim do governo Maduro vinha ganhando força desde agosto, quando os EUA aumentaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à sua prisão. Na mesma época, Washington reforçou a presença militar no Caribe.
A ação militar foi inicialmente justificada como parte de operações contra o narcotráfico, mas fontes americanas já vinham admitindo, sob anonimato, que o objetivo final era derrubar o regime chavista.
Em novembro, após conversas telefônicas frustradas entre Trump e Maduro, a Casa Branca passou a acelerar a pressão: classificou o Cartel de los Soles como organização terrorista e acusou o próprio Maduro de liderá-lo.
Os EUA também demonstravam interesse crescente nas vastas reservas de petróleo da Venezuela — as maiores do mundo. Nas últimas semanas, navios petroleiros venezuelanos haviam sido apreendidos por forças americanas, e Trump acusou Maduro de “roubar os EUA”.
Fim da ditadura Maduro "chavismo"
Com a captura de Nicolás Maduro, o chavismo enfrenta seu maior colapso desde a morte de Hugo Chávez. Sem liderança definida e sob ataque externo, o futuro político da Venezuela se torna incerto, enquanto a população encara um cenário caótico após anos de crise econômica, social e humanitária.
O mundo aguarda agora qual será o próximo passo dos EUA e como a Venezuela seguirá após a queda de seu mais controverso líder das últimas décadas.





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