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  03:35

Quatro policiais são presos pelo assassinato de enfermeira piauiense em Fortaleza

 Foto: reprofuc

Quatro policiais militares foram presos nesta quinta-feira (6) em Fortaleza por suspeita de participação no assassinato da enfermeira Jandra Mayandra, de 36 anos. Um dos policiais é aposentado, e os demais são agentes da ativa.

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A enfermeira foi morta em 15 de maio com tiros de armas de fogo disparados por um motociclista. O crime aconteceu na Avenida Presidente Castelo Branco, no Bairro Pirambu. Jandra Mayandra voltava do trabalho quando teve o retrovisor atingido pelo motociclista.

Com isso, uma discussão aconteceu e depois o suspeito atirou. O bate-boca pode ter sido provocado para fazer parecer que o crime foi motivado por uma briga de trânsito. O carro da enfermeira ficou com, pelo menos, três marcas de tiro.
A prisão dos quatro policiais foi feita pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD), por intermédio da Delegacia de Assuntos Internos (DAI), e a Polícia Civil do Ceará.

POLICIAIS CONSULTARAM DADOS DA VÍTIMA  

Oa policiais militares presos consultaram dados do carro da vítima no sistema da Secretaria da Segurança Pública.

Segundo a defesa de dois agentes investigados, feita pelo advogado Walmir Medeiros, a consulta foi feito no local do crime, quando a vítima estava morta. Porém, investigações da Delegacia de Assuntos Internos (DAI) apontam que os policiais consultaram dados de Jandra Mayandra horas antes de ela ser morta.

"Eles [policiais] estavam de serviço, foram ao local do crime e o delegado perguntou se eles haviam consultado os dados da vítima e eles disseram que sim. Depois o delegado questionou por eles consultaram 3 e pouco da tarde e o policial disse que não lembrava. O delegado não mostrou para a gente nada que comprovasse que o agente tinha feito a consulta naquele horário que ele estava dizendo", falou Walmir Medeiros.

Para o advogado, a prisão dos policiais é "absurda", pois não existe nada que mostre que os agentes participaram da morte da enfermeira.
"Para prender alguém tem que ter o crime e indícios suficientes de autoria. Neste momento não há nada concreto. Vamos aguardar o andamento das investigações", disse o advogado.

Fonte: G1

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