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  15:13

Mãe e filha caloteiras e racistas foram despejadas e vivem no McDonald's há 3 meses no Rio de Janeiro

 

Duas mulheres, mãe e filha, vêm chamando a atenção de moradores do Leblon, bairro nobre na Zona Sul da cidade de Rio de Janeiro. Segundo quem mora ou trabalha no bairro, elas estão “morando” há cerca de 3 meses em uma mesa do McDonald’s.

Ao lado de 5 malas, elas passam o dia no local, chegam a consumir no estabelecimento e só saem de madrugada, quando a loja fecha, e assim que reabre, elas voltam ao local. O caso foi revelado pela rádio CBN e pela TV Globo.

Mãe e filha acumulam denúncias de calote e também têm condenação na Justiça por injúria racial. Juntas, elas já foram expulsas de hotéis de Copacabana nos anos de 2018, 2019 e 2021 por deixarem de pagar as diárias. Elas também já deixaram um apartamento alugado em Porto Alegre-RS após uma ação de despejo devido a dívidas a quitar.

À TV Globo, elas afirmaram que estão procurando apartamento e não entendem a curiosidade que despertaram nas pessoas. Elas pedem que as pessoas não se intrometam na vida delas.

“Eu estou achando tudo ridículo, não consigo entender como isso virou essa bola de neve”, disse a mãe.

Mãe e filha têm 64 e 31 anos, respectivamente, e explicaram que estão em busca de um apartamento para alugar no bairro e mencionaram que recebem apoio financeiro do pai da mais jovem, que mora na Inglaterra.

“Se fosse uma pessoa de pele morena, com pouca roupa, com pouca mala, não teria despertado curiosidade", afirmou a mãe.

O site g1 entrou em contato com o McDonald‘s sobre a situação, mas não obteve resposta.

Recusaram abrigo da prefeitura
As duas mulheres chegaram a recusar uma oferta de abrigo na segunda-feira (22). Assistentes sociais da Prefeitura do Rio foram acionados e foram ao local oferecer vagas para as duas em um dos abrigos da Prefeitura. O auxílio foi negado pelas duas.

Quem trabalha na região afirma que os funcionários dos estabelecimentos da área também já ofereceram ajuda para as mulheres, que não foi aceita.

As duas são gaúchas e vivem no Rio de Janeiro há 8 anos.

Mãe vivia com grupo de surfistas
Em entrevista à TV Globo, a mulher mais velha contou que por muitos anos viveu com um grupo de surfistas e só largou o estilo de vida para cuidar da filha recém-nascida.

"Um certo dia eu disse: 'vou parar e vou engravidar da minha filha que eu quero muito'. Desde criança eu a queria", contou a mulher mais velha.

Ela afirmou que é casada há 34 anos e que o marido vive na Inglaterra — ele também teria se assustado com a repercussão da permanência delas na lanchonete. Elas afirmaram que não estão há 3 meses no local, mas não quiseram dizer o tempo que permanecem ali.

A mulher mais jovem afirmou que considera que a inveja gerou a curiosidade sobre elas e confirmou que as duas estão procurando apartamento. Ela elogiou os funcionários da lanchonete e afirmou que os considera amigos.

A mais jovem disse que atualmente estuda para concursos públicos, mas, no momento, não tem edital disponível para o cargo que deseja.

Condenações e calotes
De acordo com a Polícia Civil, mãe e filha possuem 3 registros de ocorrência por calotes em hotéis em Copacabana. As queixas aconteceram em 2018, 2019 e 2021. Em todos os casos, elas foram expulsas por falta de pagamento das diárias utilizadas.

Elas também foram denunciadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, em 2018, por injúria racial e condenadas a 1 ano em regime aberto. A pena foi substituída por prestação de serviços comunitários, que talvez nunca foi cumprido.

A filha também alugou um imóvel mobiliado em Porto Alegre. Entre 2014 e 2018, a mãe e ela moraram em um apartamento na Avenida Doutor Nilo Peçanha, no bairro Boa Vista.

Em contato com a TV Globo, a locatária afirmou que as duas causaram problemas com vizinhos durante o período e não cumpriram o acordo financeiro firmado entre elas pela moradia. A proprietária disse que a dupla só pagou os primeiros 6 meses de aluguel e resistia em negociar qualquer tipo de acordo para quitar a dívida pendente.

O processo, inicialmente, foi aberto por conta da falta de pagamento de agosto a novembro de 2015 e se desdobrou em uma ação de despejo, determinada em fevereiro de 2017 pela Justiça do Rio Grande do Sul.

Sobre os processos, despejo e dívidas, as duas negaram a existência de débitos. A mais jovem pediu que não se intrometam na vida delas.

“Hoje em dia, todo mundo pega o nome de todo mundo, coloca no Google e você vai ter lá o que for assim. Agora, eu não devo satisfação de nada. Não fui despejada. Se eu tive um acordo com o proprietário, eu tive um acordo com o proprietário. Se eu quis que fosse assim, foi decisão nossa”, afirmou.

Com informações do G1

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