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  19:56

Fantástico mostra recuperação de celulares roubados no Piauí e aborda vendedor em Campo Maior

 

Na noite desse domingo (24), o Fantástico mostrou como a polícia do Piauí está se tornando referência no Brasil e na recuperação de celulares roubados. Tem quadrilha de recepção, de revenda e um dos vendedores de celulares roubados,  atua também até na cidade de Campo Maior. 

 O projeto de combate ao roubo e o furto de aparelhos celulares no Piauí possui três vieses, as blitzen, as intimações em massa e as fases da Operação Interditados, onde lojas físicas e virtuais que realizam a compra e a revenda de aparelhos roubados têm suas atividades econômicas suspensas. 

No ano de 2023, o Piauí registrou uma redução de 40% no número de roubo e furto de celulares em Teresina e uma queda de 37% no interior do estado. Foram realizadas 5.895 intimações, 3500 aparelhos foram recuperados, em 10 cidades, 64 lojas físicas e virtuais foram interditadas e 20 pessoas foram presas.

CONFIRA

 

“Representantes da Polícia Civil e Polícia Militar de vários estados do país têm nos procurado com o objetivo de implantar modelos semelhantes ao que é desenvolvido pelo Piauí, no que diz respeito ao roubo, furto e comercialização de aparelhos celulares com restrição. Isso demonstra o reconhecimento de nosso trabalho e nos impulsiona a reduzir ainda mais essa prática criminosa em nosso estado. Vale ressaltar, que nos últimos nove meses, restituímos quase 4 mil aparelhos celulares”, pontuou o superintendente de Operações Integradas da SSP, delegado Mateus Zanatta

As ações de recuperação de aparelhos celulares foram intensificadas em 2024, quando foi registrada uma redução de 50% no número de roubos diários de celulares em Teresina. Foram realizadas 1195 intimações, 442 celulares foram restituídos, 14 lojas foram interditadas e 17 pessoas foram presas. Durante o carnaval deste ano, foi contabilizada uma queda de 59,20% no número de roubos e uma redução de 38,24% de furtos de celulares em Teresina. 

Nova forma

A polícia do Piauí precisou mudar a forma de combater e investigar um dos crimes que mais assustam brasileiros hoje no país inteiro.

Com a ajuda do setor de inteligência, a polícia desenvolveu e agrupa as informações dos registros de roubos e furtos. E numa parceria com o judiciário, não precisa mais abrir um procedimento para cada caso. Uma única investigação passou a incluir centenas, milhares de aparelhos.

Com esse banco de dados enorme, que inclui o e-mail, o número de registro de cada aparelho, a polícia do Piauí consegue saber exatamente onde foi parar cada telefone e com quem ele está.

Isso é possível porque as operadoras de telefonia são obrigadas, por ordem judicial, a dar todas as informações das pessoas que habilitaram uma nova linha nesses celulares roubados ou furtados, vinculados a IMEIs.

A partir do momento que ele passa a usar, a polícia está monitorando por meio dessa aplicação. O que a polícia fez de diferente foi, como a funcionalidade dessa nova aplicação, disparar intimações em massa.

E para trazer uma segurança para o cidadão que é o intimado, essa intimação sempre sai de um perfil verificado da Secretaria de Segurança Pública.Quem está usando um telefone que tem origem duvidosa, recebe a mensagem pelo próprio celular. E aí se consegue recuperar aparelhos a partir de uma simples intimação no WhatsApp daquele receptador que está com o aparelho naquele momento.

Campo Maior

Assim como os ladrões podem estar em todo lugar, a  cidade de Campo Maior, de forma indireta também se encontra ligada nesse esquema de concentração de bandidos que roubam e vendem esses aparelhos furtados. 

Na reportagem um dos repórter do Fantástico se passa por comprador, para falar com um vendedor de celulares roubados, aonde o mesmo se encontrava na cidade de Campo Maior .

Com isso, a recomendação da polícia é de que pessoas desinformadas não devem comprar esses aparelhos, pois podem responder a uma intimação a justiça.

Investigação 

Através de uma nova estratégia de investigação, a polícia conseguiu também descobrir e recuperar celulares roubados do Piauí que estavam sendo comercializados em outros estados da Federação, tais como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Roraima, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pará. 

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