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10/07 19h05 2020 Você está aqui: Home / Política Bianca Viana Imprimir postagem

Bolsonaro anuncia Pastor Milton Ribeiro como novo Ministro da Educação

Pastor da igreja Presbiteriana em Santos e ligado à Universidade Mackenzie, Ribeiro era o nome do 'paulista' citado por Bolsonaro ao se referir aos candidatos ao cargo no MEC, vago desde a saída de Abraham Weintraub

O presidente Jair Bolsonaro escolheu Milton Ribeiro para ser o novo ministro da Educação. O anúncio, antecipado pelo Estadão, foi confirmado nesta sexta-feira, 10, pelo presidente nas redes sociais. A nomeação de Ribeiro foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União minutos depois.

Em publicação no Facebook na tarde desta sexta-feira, Bolsonaro escreveu: "Indiquei o Professor Milton Ribeiro para ser o titular do Ministério da Educação". Em seguida, publicou breve currículo sobre Ribeiro. "Doutor em Educação pela USP, mestre em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e graduado em Direito e Teologia. Desde maio de 2019, é membro da Comissão de Ética da Presidência da República."

Pastor da igreja Presbiteriana em Santos e vice-reitor da Universidade Mackenzie, Ribeiro é advogado e tem formação em Teologia. Entre as características que fizeram com que fosse escolhido, está o "apreço à família e aos valores", dizem conhecidos e integrantes do governo.

Ribeiro era o nome do "paulista" citado por Bolsonaro ao se referir aos candidatos ao cargo no MEC, vago desde a saída de Abraham Weintraub, no dia 18 de junho. Como mostrou o Estadão, apesar de evangélico, ele não era um nome apoiado pela bancada do segmento na Câmara.

O grupo tinha como candidato preferido o reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Anderson Correia. Ex-presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ele é membro da Igreja Batista. Bolsonaro chegou a nomear o professor Carlos Alberto Decotelli, ex-presidente do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), para suceder Weintraub.

Cinco dia depois, no entanto, ele pediu demissão após informações falsas serem apontadas em seu currículo. Na última quinta-feira, 3, Bolsonaro convidou para o MEC o secretário estadual de Educação do Paraná, Renato Feder, que havia aceitado. Entretanto, com a divulgação o convite, Feder passou a ser alvo de fritura de grupos ideológicos, evangélicos e até militar. No domingo, 5, o secretário usou as redes sociais para rebater as críticas e disse que declinou a proposta do presidente.

Comissão de Ética

No ano passado, Bolsonaro havia nomeado Ribeiro para integrar a Comissão de Ética Pública da Presidência, grupo responsável por apurar a conduta de integrantes da administração pública federal e de analisar possíveis conflitos de interesse no serviço público. O grupo não tem poder para punir servidores e ministros. No máximo, o colegiado pode recomendar exonerações ou aplicar sanções administrativas, entre as quais a censura ética, espécie de “mancha” no currículo do servidor.


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