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21/02 15h55 2020 Você está aqui: Home / Polícia Bianca Viana Imprimir postagem

Suspeito de matar mulher volta ao local de crime para tentar despistar polícia em localidade no Piauí

Uma mulher identificada como Gildete Moreira Santos, 54 anos, foi morta com uma facada na garganta e na perna em uma estrada vicinal na localidade Lagoa dos Cachorros, na cidade de Caracol, no interior do Piauí. O suspeito é vizinho da vítima. De acordo com a Polícia Militar, testemunhas relataram que ele teria obsessão pela mulher. Confira a matéria aqui.

Para o capitão Ivanaldo Santos, subcomandante da Polícia Militar em São Raimundo Nonato, chama atenção a frieza do suspeito. Ele teria ido ao local do crime para despistar a polícia.  "Ele esteve no local onde o corpo foi achado e disse que a pessoa que tinha feito aquilo com ela estava bem longe. Depois, saiu. Outro detalhe é que testemunhas acharam um pano branco próximo ao corpo que seria o mesmo usado pelo suspeito no dia anterior", explica Santos. 

O capitão conta que o suspeito foi preso na própria casa onde havia um forte cheiro de sangue. No local foram apreendidos um facão e roupa manchados de sangue e uma espingarda.  "Os PMs começaram a fazer algumas perguntas e ele começou a entrar em contradição. Sobre o material apreendido sujo de sangue, ele disse que havia matado um corpo. Não esboçou nenhuma reação", disse o subcomandante de São Raimundo Nonato. 

O homem identificado como João Batista, bem como todo o material apreendido, foi encaminhado para a Delegacia Regional de São Raimundo Nonato onde encontra-se recolhido. A Polícia Civil prosseguirá com a perícia nas roupas e no facão localizados na casa do suspeito e se for comprovado que se trate de sangue humano e do sangue de Gildete, ele poderá responder por homicídio com qualificadora de feminicídio.

Perseguição

Testemunhas relataram à Polícia Civil que, na semana passada, o suspeito teria perseguido a vítima supostamente para estuprá-la. Não há informações se a violência sexual foi consumada, mas em decorrência da perseguição, ela ficou com um hematoma no olho. 

"Temos informações que ele correu atrás dela, mas vamos confirmar se a intenção  dele era violentá-la sexualmente ou a integridade dela", disse o delegado Yan Brayner, que lavrou o auto de prisão em flagrante. 

Crime pode se caracterizar como feminicídio

"Vamos ouvir testemunhas, saber qual o convívio que o autor tinha com a vítima e qual o tipo de relacionamento. Se ficar caracterizado que o homicídio foi cometido por motivo de ódio, em virtude dela ser mulher, fica configurado o feminicídio", explica o delegado que lavrou o flagrante. Sobre o material apreendido com manchas de sangue, Yan Brayner enfatiza que a perícia vai confirmar se se trata de sangue humano. 

"A análise será determinante para confirmar se a versão que ele deu para explicar as manchas de sangue é verdadeira ou não. O fato dele ter estado no local do achado do corpo pode ser uma circustância desfavorável, mas isso só o juiz poderá considerar na fase processual", explica o delegado Yan Brayner. 


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