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16/12 19h30 2016 Você está aqui: Home / Pensando a História Marcus Paixão mvpaixao@yahoo.com.br

ESPERANÇA RENOVADA

A esperança de que o professor faça uma excelente gestão paira sobre quase todos

Na nossa história política recente, considerando apenas os últimos 35 anos, a cidade de Campo Maior foi administrada por seis prefeitos: César Melo (1983 – 1988); Raimundo Nonato Bona Carbureto (1989 – 1992); Marco Aurélio Bona (1993 – 1996) Antônio Lustosa Machado (1997 – 2000); Raimundo Nonato Bona Carbureto (2001 – 2004); João Félix de Andrade Filho (2005 – 2008 e 2009 – 2012); e por último Paulo César de Sousa Martins (2013 – 2016). Carbureto e João Félix governaram por dois mandatos. A próxima pessoa que se assentará na cadeira do executivo municipal será o professor Ribinha, eleito na última disputa.

 

Nestas três décadas (quase quatro), Campo Maior vivenciou altos e baixos quanto à esperança municipal. Geralmente um prefeito provoca certa euforia social, no começo do seu mandato ou no fim deste. Dos gestores citados, o nome do prefeito Carbureto, em seu segundo mandato, talvez tenha sido um dos que provocou mais euforia popular. Sua campanha foi arrasadora. Com o mote “Campo Maior é você povão”, sua campanha foi conhecida como “o tostão contra o milhão”, uma frase populista, que associava o Carbureto, supostamente sem dinheiro, contra os políticos ricaços que gastavam milhões em campanhas eleitorais. Carbureto foi o maior ídolo político desse período. Por onde andava arrastava multidões. Com a eleição do Carbureto, que derrotou o candidato Sena Rosa, apoiado pela situação, Campo Maior viveu momento de grande expectativa positiva. Esperava-se a maior gestão da história, especialmente em relação aos pobres. No final, a realidade é que a gestão foi muito conturbada, criticada e reprovada em vários aspectos. Depois desse mandato, Carbureto não conseguiu mais se manter na vida política, perdeu força por conta do desgaste da gestão e não elegeu seus filhos.

 

O final da gestão do Carbureto foi considerado um total desastre. As eleições foram facilmente vencidas por João Félix, que já vinha de dois mandatos em Jatobá do Piauí. Seu nome era visto como a grande esperança de um governo moderno e transformador. Por causa da instabilidade do governo anterior, João Félix iniciou o seu mandato com ações imediatas de limpeza. Em poucos dias a cidade ganhou uma nova aparência, pois há semanas o serviço de limpeza pública estava inativo. Seu primeiro mandato foi melhor do que o anterior, do Carbureto, mas o seu governo, incluindo as duas gestões, foi marcado por aspectos negativos. As principais críticas são o nepotismo e o atraso no pagamento de servidores. Não conseguiu eleger seu sucessor, sendo derrotado pelo atual prefeito Paulo Martins. Foi candidato novamente nas últimas eleições e foi novamente derrotado, agora pelo professor Ribinha.

 

Hoje foi diplomado o prefeito eleito prof. Ribinha, para dirigir a cidade no período de 2017 a 2020. Ribinha representa uma nova esperança. Ele não chegou onde chegou por mero populismo ou carisma extravagante. Pelo contrário, ele sempre recebeu críticas por ser “muito tímido” para ser político. Ribinha tem uma presença discreta, não corre atrás de holofotes, e não tem um discurso populista. Foi muito criticado também pela retórica, justamente por não seguir um modelo de discurso contagiante e cheio de promessas eleitoreiras. Como um “novato” na política, um “menino”, como era chamado por alguns adversários, conseguiu virar a mesa a seu favor e vencer as eleições? O grande diferencial, responsável por sua eleição, foi o seu trabalho frente à Secretaria de Educação municipal. Foi um gestor exemplar, mantendo um bom relacionamento com professores; elevou a um nível de maior qualidade a estrutura física dos prédios escolares; climatizou salas de aulas, estruturou salas de aula com carteiras novas, com formato moderno. Fez chegar a merenda escolar, facilitou o transporte escolar de alunos de casa para a escola e da escola para casa, etc. Sua principal marca e que, acredito, seja um dos fatores mais importantes para sua eleição foi o seu desempenho no campo da educação.

 

Novamente, em mais um começo de mandato, as expectativas são muito grandes e a esperança de que o professor faça uma excelente gestão paira sobre quase todos. No dia primeiro de janeiro ele terá a oportunidade de mostrar sua competência na administração local e de crescer como liderança política. Nossa esperança é que seu governo não termine em frustração, como os anteriores. Aliás, para quem pretende se manter vivo na vida pública, é preciso entender que a população de Campo Maior não tolera descaso. O povo tem sido implacável com alguns gestores. 

 

Texto de Marcus Paixão


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