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06/12 20h46 2016 Você está aqui: Home / Pensando a História Marcus Paixão mvpaixao@yahoo.com.br

FIM DE MANDATO

A gestão do prefeito Paulo Martins está findando. Essa é a hora mais apropriada para começarmos a avaliar seu desempenho como prefeito de Campo Maior. Em 2015, nas redes sociais, muitos adversários políticos do prefeito, junto de suas lideranças e simpatizantes, iniciaram suas críticas à atual gestão, julgando a administração, quando, na realidade, o prefeito ainda tinha dois anos de mandato. É precipitado um julgamento antecipado, antes que as luzes se apaguem. Assim como é desonesto julgar um livro pela capa, ou julga-lo sem antes terminar de lê-lo. Você pode até julgar a capa do livro, mas não o livro. É preciso concluir a gestão para que o julgamento tenha força e crédito, além de honestidade moral. Quero ser sucinto aqui. Vou tratar de um tema central na administração: as reformas do açude grande e o legado que o prefeito eleito, Ribinha, vai receber.

 

A reforma no açude grande teve início em julho de 2015, com todos os trâmites vencidos, e o início das obras nos meses seguintes, quando o processo de esvaziamento da água começou. Depois entraram as máquinas pesadas, tratores, retroescavadeiras e caminhões, entrando e saindo da bacia do açude, quase totalmente esvaziada. Toneladas de lama e dejetos apodrecidos retirados. Depois chegaram as chuvas de janeiro e o trabalho parou. Em 2016 o prefeito retoma as obras e retoma, pela segunda vez, o esvaziamento do açude. As obras são aceleradas. Mais críticas. As obras agora eram chamadas de “eleitoreiras” pelos opositores, pois era ano de eleição. Hoje (06 de dezembro), o açude está quase que completamente seco e as obras em andamento. Passado a eleição o prefeito, ao contrário do que muitos diziam e acreditavam sinceramente, continuou trabalhando e continua até agora. Essa já é a maior e a mais longa intervenção que o açude grande já sofreu em toda a sua existência.

 

Tenho minhas críticas, é claro. Apostei na obra e sempre acreditei na seriedade do prefeito e seu desejo de realizar esse projeto. O trabalho é muito grande e impactante, politicamente marcante, mas ele não vai conseguir concluir antes que termine seu mandato. Deixará a maior parte do serviço pronto, mas não terá o prazer de concluir a obra e inaugura-la, por assim dizer. Quem vai colher os louros da vitória será seu sucessor, o professor Ribinha. Se o projeto teve falhas, como os críticos alegavam, as falhas estão no prazo de conclusão, uma demonstração que o projeto, nesse ponto, foi mal elaborado. Um bom projeto deve pressupor os imprevistos. Na minha opinião, isso não reprova o prefeito Paulo Martins. Não anula seu esforço e determinação, nem pode ele ser acusado de ter abandonado os trabalhos, pois até hoje, como disse antes, as máquinas e tratores continuam trabalhando. O prefeito não paralisou as obras após as eleições. Nessa história do açude não há vilões, e se há algum, é a oposição, que tentou a todo custo paralisar os trabalhos no açude por meros fins eleitoreiros. Foi vergonhoso e até desleal com o cidadão campo-maiorense.

 

O prefeito eleito Ribinha tem bons motivos para comemorar, pois ele fará o último lance dessa partida, o lance decisivo, o xeque-mate na oposição. No quesito “obras”, Ribinha começará com todo gás: vai terminar a obra do açude num piscar de olhos, ao tempo que também irá terminar as obras na Avenida Surubim, que também estão praticamente concluídas, restando pequena parte do projeto a ser executada. Na educação, colherá do seu próprio esforço, pois receberá (nesse caso, dele mesmo!) uma estrutura predial bem montada. O desafio agora será melhorar o sistema educacional, prático, de aprendizagem e desenvolver uma forma de premiar os professores que tem melhor desempenho. Elevar os níveis educacionais a patamares bem melhores do que os atuais deve ser a principal meta dele. Esse é um desafio bem maior do que o melhoramento das estruturas prediais. Ribinha deve muito ao prefeito que o ajudou a eleger. 


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