A sessão desta quinta-feira (26) da CPMI do INSS ficou marcada por tumulto, gritaria e tentativas de obstrução protagonizadas por parlamentares aliados do presidente Lula. Em meio à confusão, a comissão aprovou, mesmo sob protestos, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.
A decisão, tomada em votação simbólica e em bloco, mostra que, no Brasil, quem tem um padrinho poderoso, como ser filho do presidente, parece intocável, e que basta um sobrenome forte para tentar fugir de qualquer investigação. Afinal, se não há nada de errado nas movimentações financeiras de Lulinha, por que tanto desespero e tumulto para impedir a votação?
Aprovada a quebra de sigilo de Lulinha
Mesmo com a baderna da base governista, todos os 87 requerimentos da pauta foram aprovados de uma só vez. Entre eles, o pedido ao Coaf para elaboração de Relatório de Inteligência Financeira (RIF) sobre Lulinha, referente ao período de 2022 a janeiro de 2026.
Também foram aprovadas quebras de sigilo do Banco Master, de 2015 a 2025; e da CredCesta, de abril de 2017 a dezembro de 2025.
Governo tentou impedir a votação
Após a proclamação do resultado, deputados do PT iniciaram uma confusão generalizada, questionando a contagem e exigindo a anulação da votação. O deputado Paulo Pimenta acusou o presidente da comissão, senador Carlos Viana, de tentar “fraudar” o resultado, acusação rebatida de imediato pela oposição.
Viana lembrou que “Em votações simbólicas contam-se apenas os votos contrários; não há como proclamar outro resultado que não a aprovação.”
A tentativa de barrar a quebra de sigilo do filho do presidente faz uma leitura de que parte da base governista teme o que pode aparecer nos dados bancários do Lulina.
Outros pontos aprovados:
- Além de Lulinha, a pauta aprovou:
- pedido de prisão preventiva de Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, ligado a descontos indevidos no INSS;
- convocações de André Moura, do empresário Gustavo Marques Gaspar e do ex-CEO do Banco Master Augusto Ferreira Lima.
Sensação de impunidade
O episódio desta quinta-feira deixa claro para muitos brasileiros que a lei parece ter dois pesos e duas medidas: uma para o cidadão comum e outra para quem pertence ao círculo de uma elite que a própria esquerda brasileira fine ser contra quando na verdade ela é a elite.
A tentativa frenética de impedir a quebra de sigilo do filho do presidente só aumenta a desconfiança de que, no Brasil, vale mais ter padrinho forte do que ter ficha limpa.
E, se “não há nada de errado”, como afirmam, qual é o problema de abrir as contas?


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