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Ex-prefeito de Capitão de Campos diz que houve abuso e vai pedir indenização

Prefeito falou sobre a condução da polícia e disse que vai processar o estado. Ele não negou os pagamentos sem licitação, mas disse que não houve favorecimentos

A investigação do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), que ontem culminou com a condução coercitiva do ex-prefeito de Capitão de Campos, Moises Augusto Leal Barbosa, não é nova. Ele é suspeito de não cumprir a lei de licitação para favorecer a pousada “Aconchego”, pertencente aos pais biológicos de sua esposa.

 

O caso ainda é de 2011 e somente em 2013, segundo o delegado Kleydson Ferreira ouvido pelo Em Foco, a prefeitura de Capitão de Campos pagou 23 mil reais à pousada, sem licitação. Kleydson e o delegado Willame Moraes, coordenador do Greco, acompanha a investigação e foi ele quem assinou a representação contra Moisés.

 

Ainda segundo o delegado, os serviços são de hospedagens e alimentação de quem prestava algum tipo de serviço à prefeitura, como por exemplos bandas de músicas em apresentações públicas na cidade.

 

 

EX-PREFEITO TERIA SE NEGADO A DEPOR

O delegado confirmou que o prefeito só foi conduzido coercitivamente porque se negou a comparecer espontaneamente por duas oportunidades: uma em 2016 e duas vezes já em 2017. Ainda segundo o delegado, o processo investigatório a que ele acompanha, é somente sobre este caso dos pagamentos à pousada, sem o devido processo de licitação.

 

PREFEITO NEGA TER SIDO INTIMADO E VAI PEDIR INDENIZAÇÃO AO ESTADO

O Em Foco falou com o ex-prefeito Moisés Barbosa. E nega que tenha faltado à audiência. “Disseram que intimaram meu filho, mas eu não sou ele. Ele é uma pessoa e eu sou outro. A intimação é um ato pessoal. Eu nunca recebi nenhuma intimação para comparecer a depoimento” disse Moisés.

 

O ex-gestor falou ainda que já está preparando uma representação contra o delegado Kleydson Ferreira da Costa Silva e contra o juiz Silvio Valois Cruz Júnior, porque na verdade não foi intimado nenhuma vez. “Irei solicitar uma indenização para reparar o dano causado a minha imagem, pelo abuso de autoridade. São agentes públicos e o Estado tem que fazer este reparo” disse o ex-prefeito.

 

NÃO HOUVE FAVORECIMENTO À POUSADA

O ex-prefeito não negou que tenha feito pagamentos à pousado dos sogros, mas disse que não houve favorecimento. “Só temos duas pousada na cidade. E ambas não tem grande capacidade. Quanto tem um evento na cidade, vêm bandas musicais, montadores, empresários, pessoas que visitam a cidade e as duas pousadas ficam ocupadas. Não existe favorecimento, até porque só uma não tem capacidade” falou.

 

Quando perguntado sobre não fazer licitação, o ex-prefeito disse que se houver a denúncia, vai esclarecer sobre este ponto na justiça. “Esta questão de dispensa de licitação, inexibilidade... Vou discutir no processo” concluiu.

 

SOGROS DO EX-PREFEITO, DONOS DA POUSADA

Apesar de ter sido criada pelo ex-prefeito João Batista Filho "João Brígido", que foi assassinado em 1999, e Edisa Barros Cavalcante Batista, também ex-prefeita do município, os pais biológicos da esposa do ex-prefeito Moises Barbosa são Maria da Fátima Batista Ibiapina [filha de João Brígida e Edisa] e Francisco Raimundo Ibiapina. Eles são os proprietários da Pousada “Aconchego”, que teria recebido pagamentos sem licitação da prefeitura de Capitão de Campos. Eles também já conduzidos coercitivamente em 2015 para prestar depoimento no processo. 


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