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Matança dos bois fecha festividades de reisado em Boa Hora (PI); FOTOS

Veja como foi o último dia das festividades de Reisado na cidade de Boa Hora

Foram seis dias de “folia de Reis” em todo o município de Boa Hora, cidade a 166 km ao norte de Teresina, capital do Piauí. Conhecida como a “capital da rapadura”, o município se destaca também por ter uma das maiores festas de reisados do Piauí e do Nordeste. A manifestação cultural, religiosa e folclórica começou no dia 01 de janeiro com os bois visitando as comunidades. Ontem, quinta-feira, aconteceu a 18ª edição do Festival de Reisado, na “Arena do Boi”, onde todos se apresentaram. Hoje, cada boi ficou na residência do pagador de promessa para encerrar as festividades.

 

À tarde, por volta das 17h, iniciaram as apresentações dos dez bois em diferentes locais do município. A “morte dos bois” é um dos momentos mais aguardados e cheio de misticidade, religiosidade e tradição. Nossa reportagem acompanhou a festa final do boi “Ramalhete”, na Rua Antonio Rodrigues, no centro da cidade. Ele foi o segundo colocado no festival. O boi tem como pagadora de promessa a senhora Teresina Maria Cavalcante Sousa, que “tira reisado” pelo segundo ano, mas o boi é antigo na historia do reisado de Boa Hora e já vem do pai de Teresinha, Ambrósio Carvalho Sousa, que hoje é o sanfoneiro do boi. Desde 1981 ele “tira reisado” com o Ramalhete.

 

VEJA TAMBÉM COMO FOI O FESTIVAL, COM FOTOS DE TODOS OS BOI DO REISADO

 

 

A MATANÇA DO BOI

Depois da apresentação tradicional, é hora dos vaqueiros laçar o boi. O carregador, homem que leva o boi na cabeça, literalmente, observa o laçador e sua missão é fugir do laço. Quando o vaqueiro erra o laço recebe uma carreira do boi. Depois de muitas tentativas, ninguém conseguindo laçar o boi, que foi o caso do Ramalhete, a criança mais jovem na festa é levada para colocar o laço no boi.  Depois de puxado até a porta da casa do pagador de promessa (dono do boi) e em frente à imagem dos três reis magos Melchior (também chamado Melquior ou Belchior), Baltasar e Gaspar.

 

Cristiano Felipe, de 8 meses, neto de Teresina foi quem laçou o boi. Ele é filho de Léo Fernandes, um dos três caretas da dança. Depois de morto, o boi é desmontado ali mesmo, na frente do público. Mulheres rezam o terço e finalizam a parte religiosa.

 

 

COMIDA E FARTURA DO BOI

Simultaneamente, os convidados da festa participam da comilança, que teoricamente é do boi morto. Na prática, são animais, como galinha, porco, bode, ovelha e até mesmo carne bovina, ganhos nos cinco dias de visitas. É um jantar oferecido a todos os presentes. “O reisado é, na verdade, uma festa comunitária e compartilhar a comida também parte dos rituais da nossa festa”, diz a jornalista recém-formada Laurivânia Fernandes, que é sobrinha da dona da casa.

 

GASTOS

A festa de reisado mexe com a economia do município, que vive basicamente do plantio de cana e produção da rapadura, comércios e funcionalismo público. Segundo o patriarca do boi Ramalhete, o sanfoneiro Ambrósio, por regra, cada boi tem um mandante, que recebe R$ 1.800,00; o sanfoneiro, R$ 2.000,00; um dançador, R$ 1.800,00; três caretas, R$ 1.200,00 cada; duas cantadoras: uma que puxa a música (R$ 1.200,00) e uma que responde, que recebe R$ 600,00. Ambos os valores é equivalente as seis noites.


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