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05/02 12h25 2020 Você está aqui: Home / Penso, logo escrevo Weslley Paz weslleypaz@gmail.com

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O que os jovens de hoje pensam sobre a política de Campo Maior?

Ainda no final do ano passado tive acesso a uma pesquisa que foi realizada em Campo Maior por um instituto sério e desde então passei a analisar os dados que, por sinal, trazem analises em profundidade e um grau de confiança considerável.

Então vamos lá! Aqui não iremos nos ater as porcentagens, mas sim ao resultado geral e eu chamo a atenção para o resultado por faixa etária. Senão vejamos!

O ex-prefeito João Félix aparece com uma rejeição muito pequena entre os jovens que possuem de 16 a 24 anos e uma boa aceitação por este público. Porém, quando perguntado às pessoas com idade acima de 35 anos, a rejeição é alta e a aceitação é mínima. Já o professor Ribinha, atual prefeito, aparece de forma contrária. Bem entre um público acima de 35 anos, e numa posição desconfortável entre os mais jovens.

O que esses dados nos mostram? Eu explico...

O Partido dos Trabalhadores está no comando do município há aproximadamente 09 anos, somando o período de Paulo Martins e Professor Ribinha. Dessa forma, quem tem hoje entre 16 e 24 anos, não lembra o que aconteceu na politica campomaiorense há 09 anos, pois eram crianças e adolescentes. Já as pessoas que possuem acima de 35 anos, sabem bem do que aconteceu naquela época e não quer repetir a dose, principalmente servidores públicos, estudantes, pais de alunos e comerciantes.

Para os jovens, os problemas de hoje são enormes e eles não possuem parâmetro para fazer a comparação com outra gestão, já para os mais maduros, que viram os desastres de outros gestores mal intencionados que deixaram um rastro terrível em Campo Maior e que visam apenas o benefício familiar, os problemas que apontam na atual nem se compara com o que acontecia antes.

Outro fator que influencia nesse resultado é de que, os jovens de hoje não votam mais naqueles candidatos que os pais e avós orientam, são mais “independentes”.

E o que leva esses jovens a adotarem essa posição de preferir a volta do passado mesmo sem ter vivido na pele todos os desmandos do ex-gestor? A resposta é simples: falta de opção na oposição! Até o momento nenhum nome conseguiu evoluir para ter uma expressão suficiente e cair no gosto do eleitorado. E, particularmente, acredito que não há mais tempo para isso, pois a formação de uma liderança não acontece da noite para o dia, isso se dá a médio e longo prazo ou então quando surge um padrinho forte para dá aquele empurrãozinho.

Concluindo, cabe ao Professor Ribinha buscar os mais maduros para consolidar o apoio e tentar mostrar aos jovens de hoje os modelos de gestões para que eles possam fazer o comparativo. Mostrar como os servidores eram humilhados, que para ir ao carnaval precisava pagar para entrar na praça, que na prefeitura só empregavam uma família e os servidores precisavam entrar numa fila para receber o dinheiro assinando um recibo em branco, a coleta de lixo e abastecimento de água era calamitosa, que o lixão era dentro da cidade, que não existia asfalto nas ruas dos bairros e muito mal no centro entre vários outros dilemas.

Já João Félix, esse deve apelar mesmo aos mais jovens para tentar ampliar seu eleitorado, porque se buscar os mais maduros pode não ser muito bem recebido, como já aconteceu em outras campanhas, inclusive de seu irmão, Antônio Félix para Deputado Estadual, onde o ex-prefeito não era muito bem recebido pelos moradores durante as caminhadas, chegando até a ser expulso de algumas casas que tentou entrar.


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