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27/07 10h59 2019 Você está aqui: Home / Blog da Ana Ana Maria Cunha campomaioremfoco@hotmail.com

Blog da Ana

Ana Maria Cunha

campomaioremfoco@hotmail.com

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Brigar pode! Dançar não?

Olhei para o relógio e me surpreendi pela exatidão da hora, eram exatamente 18:18, fato que chamam de “sincronicidade”, comecei a refletir sobre o tema quando, olhando distraidamente ao redor, avisto uma casa, simples, sem reboco, pobre, tão pobre que nem muro tinha. Num tempo em que as casas além de fechadas a cadeado, tem muro alto e cerca elétrica, aquela tinha as janelas e portas escancaradas como se nada houvesse ali para ser roubado... e dentro dela avistei dois braços, ou melhor, duas pessoas abraçadas - um casal - braços estendidos e mão na mão, palma com palma...

 A princípio achei que estavam brigando, já que se deslocavam de um lado para outro num ritmo desordenado e passos desencontrados. Desacelerei o carro e olhei demoradamente para o interior da casa que estava na penumbra àquela hora do crepúsculo, quando nem é dia e nem é noite! 
Fixando melhor a vista vi que eles não estavam brigando, estavam dançando!

 Freei totalmente o carro, motivada pela surpresa e me demorei um pouco olhando aqueles movimentos. Eu estava “deverasmente” surpresa e depois de uns dois ou três longos minutos sai de lá para que não me notassem. Deixei-os entregues a sua dança desordenada, mas não pude evitar que uma torrente de pensamentos me viesse à mente. A primeira pergunta que me veio foi: Por que eu estranhei que dançassem e não estranharia se estivessem brigando? Eu sabia a resposta: Porque é muito mais comum se vê um casal brigando do que dançando! Brigando a gente nem estranha mais, mas dançando? Sozinhos numa noite qualquer? Em casa? De portas abertas? 

Outra pergunta foi: o que celebravam?

Curiosamente me fiz outras indagações. 

Foram  tantas as perguntas e são tão poucas as repostas! 

Mas uma coisa eu sei, aquele casal possuía, pelo menos naquele momento, um tesouro precioso que muita gente daria uma fortuna pra conseguir, outros até tentariam  roubar caso tivessem oportunidade e pudessem levar pra si: a felicidade! Eles estavam felizes e pouco se importavam se estavam causando inveja ou surpresa! Se estavam escandalizando ou assustando os que, desavisadamente, por ali passassem.

Mas alguma coisa em mim mudou, meu peito se abriu contagiado pela dança deles, senti vontade de dançar e cantarolei uma velha cantiga que eu gosto. Sai dali vibrando em outra sintonia. A alegria contagia e faz bem...


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