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Pensando a História

Marcus Paixão

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Uma releitura na história mais antiga de Campo Maior

Meu propósito aqui é publicar apenas algumas conclusões e idéias que os velhos documentos asseguram

Na minha pesquisa sobre história de Campo Maior deparei-me com muitas surpresas à medida que lia os envelhecidos papéis que nos restaram de testemunhas. Publico aqui algumas das minhas conclusões. São breves tópicos, pois decidi que não seria proveitoso construir um texto maior, mais bem elaborado, que certamente não se esgotaria em poucas laudas. Além disso, todos os detalhes e fontes estão em meu livro Campo Maior: Origens. Meu propósito aqui é publicar apenas algumas conclusões e idéias que os velhos documentos asseguram. 


Limites de Campo Maior
•    Os limites das terras de Santo Antônio do Surubim, cuja sede era a Igreja de Santo Antonio de Campo Maior, inicialmente se prolongavam das margens do rio Poti (atual Teresina), percorrendo todo o território norte piauiense, incluindo Crateús (Ceará), até chegar no litoral. Essa era a extensão da macro-região da Freguesia de Santo Antonio do Surubim (Campo Maior), visto que as terras da freguesia se confundiam inicialmente com os vilarejos que elas compreendiam. 

 

Freguesia de Santo Antonio 
•    A freguesia de Santo Antonio do Surubim foi instalada entre os anos de 1712 ou 1713. Prova disso são as referências em correspondências dessa época apontando algumas pessoas que residiam na dita freguesia em 1713. A data de 1715, apontada no ano passado pelo bispo de Campo Maior, Dom Eduardo, não apresenta fundamento histórico.


•    A atual construção da Catedral de Santo Antonio corresponde ao terceiro templo construído no mesmo lugar. O primeiro foi erigido pelos escravos de Bernardo de Carvalho em 1712. O segundo foi iniciado na década de 1780, pela irmandade de Santo Antonio; e o terceiro foi erigido na segunda metade do século XX, sob a direção do padre Mateus. Porém, é importante ressaltar que o local jamais foi alterado, permanecendo a atual catedral no mesmo da primeira construção, de 1712.

 

A Irmandade de Santo Antonio
•    Presente em Campo Maior desde 1770 ou até mesmo em data anterior. Em 1778 a Irmandade escreveu uma carta destinada à Rainha de Portugal. Os religiosos solicitavam recurso para ampliar a igreja da Vila de Campo Maior, que já não suportava o número de adoradores. Desde que o povoado se tornou vila, em 1762, e com a afluência de um considerável número de pessoas, a pequena igreja de Santo Antônio, já bastante deteriorada, não tinha espaço suficiente para acomodação dos fiéis. Os religiosos suplicavam à rainha uma “esmola” para o santo, a fim de reconstruírem seu templo. 

 

O Pelourinho
•    Logo após a inauguração da Vila de Campo Maior, o Governador do Piauí, João Pereira Caldas, ordenou que fosse amarrado ao Pelourinho o antigo Juiz da povoação, o fazendeiro Antônio Pinto da Costa. Ele foi açoitado publicamente por não delatar seu filho, foragido e desertor do exército português no Brasil, cujo governador desejava punir com rigor, por ter ele abandonado seu posto na guerra contra os índios. Antonio Pinto foi Juiz em Campo Maior em 1752. 

 

A Família Castelo Branco
•    O patriarca Dom Francisco da Cunha Castelo Branco na verdade se chamava FRANCISCO DE CASTELO BRANCO. Ele jamais esteve no Piauí e nunca se encontrou qualquer carta de sesmaria na Freguesia de Santo Antonio do Surubim em seu nome. Ele também não foi o primeiro Castelo Branco a vir para o Brasil. Antes dele registram-se os nomes de Rodrigo de Castelo Branco (Minas gerais) e Francisco Caldeira de Castelo Branco (Pará). 


•    O historiador Pereira da Costa perpetuou um equívoco histórico sem precedentes ao afirmar que Francisco (da Cunha) Castelo Branco esteve em Campo Maior, chamada posteriormente Santo Antônio do Surubim. 


•    A importância da família Castelo Branco pode ser constatada a partir dos muitos documentos da Justiça da Freguesia de Santo Antonio do Surubim, onde membros da família são citados. Há uma variedade de processos que cobrem três séculos de existência. Alguns da família Castelo Branco foram juízes, autoridades da Cavalaria (polícia), políticos, clérigos, revolucionários, jornalistas, e importantes fazendeiros que ajudaram a desenvolver economicamente a região. O mais destacado membro da família foi o ex-presidente Castelo Branco, cujo pai está sepultado no cemitério da irmandade de Santo Antônio, localizado no centro da cidade de Campo Maior. 


•    A personagem principal da família Castelo Branco para a história de Campo Maior não foi Francisco de Castelo Branco, mas sua filha do meio, CLARA DA CUNHA E SILVA CASTELO BRANCO, que chegou ao Surubim em 1714, após casar-se, em São Luís, com Manoel Carvalho de Almeida. 


•    Manoel Carvalho de Almeida era sobrinho de Bernardo de Carvalho e Aguiar e seu papel na história de Campo Maior é bem mais importante do que o de Bernardo de Carvalho. Manoel Carvalho viveu, casou e constituiu uma numerosa família em Campo Maior, sendo o progenitor de todos os Castelo Branco de Campo Maior. Participou ativamente da vida política e econômica do povoado, sendo chefe da cavalaria do Piauí. Instalou fazendas de gado importantes, como a Boa Esperança. Morreu em Santo Antonio do Surubim.


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