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28/01 10h54 2017 Você está aqui: Home / Pensando a História Marcus Paixão mvpaixao@yahoo.com.br

Pensando a História

Marcus Paixão

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Esclarecimentos sobre o Cemitério do Batalhão

Talvez a maior parte dos campo-maiorenses não saiba, mas o Cemitério do Batalhão, na configuração que ele tem hoje, nasceu a partir do soerguimento do Obelisco, em 1922, portanto, há 95 anos atrás, quase um século. Esse obelisco foi levantado pelo Conselho Municipal, como lembrança aos heróis que lutaram na guerra do Jenipapo, e o lugar escolhido, como consta na ata do documento, não foi "o cemitério", mas simplesmente no lugar chamado "Campo do Batalhão". Acredito que alguns fatos precisam ser esclarecidos:

 

1. Não resta dúvidas sobre a realidade da Batalha do Jenipapo;

 

2. Não resta dúvida de que houve grandes perdas de vidas na batalha;

 

3. Não resta dúvidas de que em todo o entorno do espaço em que se deu a sangrenta batalha há pessoas enterradas, brasileiros e portugueses, em diferentes lugares;

 

4. Alguns campo-maiorenses, anônimos, que morreram durante a guerra, foram sepultados na Vila de Campo Maior;

 

5. Outros combatentes, muitos, doentes por causa do combate, morreram posteriormente e também foram sepultados na vila de Campo Maior;

 

6. Não é possível identificar as pessoas que morreram naquele combate, senão alguns poucos nomes de portugueses;

 

7. Sobre o cemitério do Batalhão, não há relato específico dele na historiografia produzida e nem em fontes primárias, anterior à criação do Obelisco. Portanto, retrocedendo, do Obelisco até o dia 13 de março, passaram-se 100 anos;

 

8. Depois de 1922, o lugar do Obelisco começou a receber corpos de pessoas que moravam na região. Se antes disso pessoas foram enterradas lá, esse fato precisa ser provado;

 

9. O cemitério só foi reconhecido pelo IPHAN em 1938, ou 16 anos após a criação do Obelisco; depois que o ambiente foi simbolicamente identificado como o lugar dos mortos da guerra do Jenipapo; 

 

10. Especialmente isso: não há um único lugar em que os mortos da guerra foram enterrados e no cemitério atual, do Batalhão, muitos dos que estão ali sepultados são moradores da região; por todo o espaço onde se deu o confronto há mortos enterrados e que não foram identificados. O Cemitério é simbólico nesse sentido, por marcar um único lugar para homenagear os mortos da guerra do Jenipapo e pelas sepulturas marcarem, não os mortos de guerra, como todo mundo acredita, mas os moradores enterrados posteriormente;

 

11. A honra e a memória dos heróis do Jenipapo deve ser lembrada e festejada por todos nós, campo-maiorenses, piauienses e brasileiros em geral. As celebrações do 13 de março marcam o maior feito acontecido em nossa terra e retratam a coragem de nosso povo. Sobretudo, as celebrações devem nos fazer lembrar que a Independência do Brasil teve seu real significado aqui, com o derramamento de sangue. O Brasil se fez realmente independente e uma república, aqui, em Campo Maior. A memória daqueles que tombaram para que esse fato acontecesse não pode jamais ser apagada ou esquecida. 

 

Poderia me aprofundar mais sobre os temas que eu elenquei acima, mas não vejo que agora haja necessidade para isso. Se alguém souber de mais informações ou tiver como corrigir as que eu apresento aqui, ficarei muito grato. A pesquisa histórica é um trabalho sério e, nada mais justo do que nos aprofundarmos numa temática que é tão cara para todos nós, patriotas e nacionalistas, herdeiros dos heróis do Jenipapo. 


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