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Pensando a História

Marcus Paixão

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MINHAS DEZ MELHORES LEITURAS DE 2016

Amigos, aí está uma breve resenha sobre os dez melhores livros que li em2016. Confira!

 

1. SOWELL, Thomas. Os Intelectuais e a Sociedade. É Realizações, São Paulo, 2011.

 

Esse livro apresenta de forma clara, seguindo muitos exemplos historicamente documentados, como os intelectuais ou a intelligentsia tem sido vital para moldar as políticas públicas, especialmente de forma negativa. Sowell cita vários exemplos de como as reflexões dos intelectuais sobre temas polêmicos geralmente são enganadoras, contudo, quase sempre prevalecem. O papel da mídia, que é bastante influenciada por tais pensadores. O livro revela casos de como a intelligentsia estava equivocada no passado em temas como desarmamento, guerra, economia, etc. Um livro altamente recomendado. 510 páginas.  

 

2. FERREIRA, Franklin. Contra a Idolatria do Estado: o papel do cristão na política. Vida Nova, São Paulo, 2016.

 

Franklin Ferreira num trabalho excepcional sobre as questões políticas históricas, sobretudo o atual contexto brasileiro, e a Bíblia. Demonstra de forma concisa a tragédia dos governos totalitários, comunistas e fascistas no mundo, e como o país caminha conduzida por políticas que podem leva-lo a esses antigos regimes fracassados. O autor faz reflexões bíblicas sobre dois casos na Escritura, o primeiro em Romanos, onde apresenta a visão paulina sobre a igreja e o Estado; o segundo no livro de Ester, no governo Persa, onde a rainha era uma mulher judia. Ao longo do livro apresenta sua concepção do que as Escrituras tratam o tema política e como os cristãos devem se portar diante do debate. Especialmente contra as políticas de esquerda. O melhor livro de perspectiva cristã sobre a temática política. 280 páginas.

 

3. NOVAES, Marcel. O Grande Experimento: a desconhecida história da revolução americana e do nascimento da democracia moderna. Record, Rio de Janeiro, 2016.

 

Novas apresenta a história da revolução americana, destacando de forma sucinta, porém bastante lúcida, os principais atos que levaram as colônias americanas a se separarem da Inglaterra. De leitura contagiante, o livro além de prazeroso, é bastante informativo. Novaes conseguiu retratar a revolução americana de forma bastante envolvente. Destaca ainda como a constituição americana foi elaborada, sua apreciação em cada colônia, os grupos contrários, a política externa americana, e, ao longo da obra, traz a participação dos grandes personagens deste processo. Encerra o livro apresentando um breve histórico dos primeiros presidentes, destacando suas principais ações na presidência. 237 páginas.

 

4. LUTERO, Martinho. Martinho Lutero: obras selecionadas, vol. 1: os primórdios, escritos de 1517 a 1519. Sinodal, São Leopoldo – RS, Concórdia, Porto Alegre – RS, Ulbra, Canoas – RS, 2 ed. 2004.

 

Livro denso, porém, muito bom. Trata da apresentação de documentos escritos pelo reformador Martinho Lutero, incluindo nesse primeiro volume (são 13 até agora em português) as 95 teses do reformador comentadas por ele. O texto reúne cartas de Lutero e discurso, bem como defesas que o reformador escreveu à época. Cada texto original é precedido de uma breve explicação do contexto em que surgiu, trazendo ricas informações históricas que servem para situar o leitor. Esses textos de apresentação foram escritos pelos organizadores do trabalho. Na obra percebe-se como a personalidade de Lutero era muito forte e sua pena era destemida e afiada. Outro detalhe que se percebe facilmente é a capacidade intelectual e teológica de Lutero. 469 páginas.

 

5. JUDT, Tony. Quando os Fatos Mudam: ensaios 1995 – 2010. Objetiva, Rio de Janeiro, 2016.

 

Um dos grandes livros sobre história que li em 2016. Tony Judt, já falecido, teve artigos reunidos por sua esposa nesse livro, que é dividido por temas. O livro tem o poder do pensamento de Judt, um historiador que é sobretudo respeitado e ouvido para além das paredes da universidade. Esse é o tipo de livro que você lê e pode imediatamente fazer as conexões com a atualidade. O livro aborda temas como a Guerra Fria entre americanos e soviéticos, os conflitos envolvendo Israel, Discute inúmeras questões sobre a Europa, faz reflexões importantes sobre o Holocausto, a ONU, a Nova Ordem Mundial. É um livro realmente muito bom! Depois dessa leitura, comprei outros livros de Tony Judt, tamanho foi seu impacto. 440 páginas.

 

6. ISAACSON, Walter. Benjamin Franklin: uma vida americana. Companhia das Letras, São Paulo, 2015.

 

Considerada a melhor biografia já escrita de Benjamin Franklin, é também a mais recente. Issacson reconta a história de vida deste pai fundador da américa de forma bem descontraída. Franklin foi um homem muito versátil, um dos mais inteligentes em todas as colônias, de fácil acesso em qualquer ambiente, de personalidade envolvente, forte, galanteador, uma figura singular no processo de independência das colônias americanas. Além de político estadista, Franklin também era inventor e gráfico, fundando jornais e personagens que marcaram as discussões nas colônias e até no exterior. O livro começa retratando os descendentes de Franklin, seu sobrenome e a forma como ele foi parar na América. A obra não é apenas para quem deseja conhecer mais profundamente a vida de Benjamin Franklin, mas para quem deseja conhecer o contexto das colônias inglesas. 585 páginas.

 

7. FERREIRA, Franklin. Avivamento Para a Igreja: o papel do Espírito Santo e da Oração na renovação da igreja. Vida Nova, São Paulo, 2015.

 

Franklin Ferreira conseguiu desenvolver um livro que aborda temáticas distintas, mas unidas pelo Espírito Santo e o que chamamos de avivamento. Não é um livro volumoso, mas sem dúvida é muito poderoso em sua narrativa. O livro está dividido em 4 partes: na primeira trata da Trindade;  na segunda fala sobre a oração e o avivamento; na terceira apresenta um histórico dos avivamentos; e na quarta parte ele aborda sobre a igreja e os meios da graça. Todas as partes tem o papel do Espírito Santo como pessoa presente e ativa. O livro é de especial valia para os batistas, pois, sendo o autor um batista, apresenta muitas lições que podem ser pensadas na reflexão teológica dos batistas. 176 páginas.

 

8. WRIGHT, Christopher. A Missão de Deus: desvendando a grande narrativa da Bíblia. Vida Nova, São Paulo, 2014.

 

Em A Missão de Deus, um livro característico do ramo da Teologia Bíblica, Wright aborda a partir de Genesis e seguindo por todo o Antigo Testamento (mas sem deixar de abordar Cristo em cada momento, fazendo assim a conexão entre os dois testamentos), a ideia de que Deus está executando sua missão na terra, e que essa missão de Deus é o ponto que nos permite enxergar nas Escrituras uma base missional para a igreja. O livro aborda conceitos importantes e bem fundamentos, com dados bíblicos e uma reflexão teológica e exegética de primeira linha. O autor também desenvolve ideias hermeneticas no livro que ajudarão o leitor a compreender sua base de raciocínio para a ideia da Missão de Deus. 576 páginas.

 

9. SCRUTON, Roger. Filosofia Verde: como pensar seriamente o planeta. É Realizações, São Paulo, 2016.

 

Grande livro de Roger Scruton (mais um!). Um dos maiores filósofos da atualidade, Scruton discute e apresenta ideias sobre a questão ambiental. O pensamento condutor do autor é que toda preservação ambiental deve começar de ações voluntárias e associadas do próprio povo, desligadas do controle do governo. Scruton é muito convincente em sua argumentação. Ele demonstra, por exemplo, com fontes, como é grande o número de ações do governo na tentativa de solucionar um problema simples que terminaram por procionar danos ambientais piores em outras áreas e que não resolveram o problema inicial. Também mostra como as ações civis tem obtido êxito em suas ações de preservação. Um livro que deveria ser lido indispensavelmente por líderes de organizações civis. 412 páginas.

 

10. BURKE, Peter. O Historiador Como Colunista: ensaios da Folha. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2009.

 

Um livro com dezenas de artigos do historiador cultural Peter Burke, para o jornal Folha de São Paulo. Nessa obra, Burke destaca em muitos artigos a visão de um historiador inglês inserido em uma nova cultura. Trata de diversos temas, desde costumes culturais até leituras clássicas que marcaram a intelectualidade mundial. Os artigos são em grande parte pequenos e fáceis de ler. Vez por outra o vasto e diverso conhecimento de Burke fica tão evidente que não há como não considera-lo um dos grandes historiadores que influenciaram os novos historiadores brasileiros. 320 páginas.

 

 

 

 


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