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Pintando o 7

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Blog Pintando o Sete entrevista o artista piauiense Antônio Gilsiê; CONHEÇA!

Nome completo e cidade onde mora?

 

Antonio Gilsiê Memória França. Moro em Pedro II PI.

Quando e como nasceu o teu interesse pelas artes?

 

Nasci num lugar privilegiado chamado Lapa, onde tem muitos sítios arqueológicos com pinturas rupestres e uma natureza exuberante. Acho que esse contato com a arte rupestre contribuiu em muito para despertar meu interesse pela arte, bem como os cantadores de viola repentistas que se arranchavam na casa dos meus pais. Ouvir aquelas cantorias, poesias, versos feitos na hora foi outro fator importante para despertar meu interesse pela poesia. A literatura como um todo só veio ser despertada em mim a partir do primeiro ano do Ensino Médio, por influência de uma professora chamada Zilda Macêdo.

Quais são os tipos de artes que você desenvolve?

 

Pintura, Desenho, Poesia e Prosa, música.

 

Você já trabalhou ou tentou trabalhar com outras técnicas, assim como outros materiais e tendências como escultura e outros?

Nem tanto. Já fiz umas esculturas em argila, mas foi algo muito restrito, porém pretendo voltar a fazer. No mais, uso técnicas de pintura e desenho tradicionais, como a pintura a óleo sobre tela e desenho a grafite. Até mesmo porque o acesso a materiais por aqui não é muito fácil, moro no interior.

 

Como anda o mercado de arte em Pedro II e quais são as dificuldades encontradas nesse campo?

 

Praticamente não existe campo e as dificuldades são imensas. Como já mencionei, moro no interior. Em se tratando de Brasil o mercado de arte já não é muito bom, reflexo de um povo com baixo nível de escolaridade, e que, portanto, não possuí uma cultura voltada para a apreciação e consumo de arte, imagine para quem mora no interior. As pessoas ainda enxergam a arte como um objeto, não como uma expressão artística de um indivíduo, que contém mais que o valor das tintas, dos pincéis e das telas. Elas querem um objeto decorativo para colocar na parede, muitas vezes comparando o preço de um quadro seu a um daqueles reproduzidos, comprados na feirinha. Geralmente quase não vendo telas, no máximo uma ou duas por ano, quando não, nenhuma. Como estratégia de saída, pinto algumas cerâmicas, com temas bem mais simples e de gosto fácil, que obviamente custam bem menos, e qualquer pessoa pode comprar. Se não for assim, praticamente não dá para comprar nem tinta com dinheiro de arte. Fazer arte é para quem gosta, se você espera um retorno financeiro alto, você desiste.

De que forma a pintura exerce influência na sua vida?

 

De várias formas. Na maneira de se expressar, de refletir, de observar o ambiente em volta e imaginar aquilo como sendo uma possível fonte de inspiração. Na poesia, geralmente escrevo algumas as quais chamo de poemas-pinturas.

Qual teu projeto de vida, pretende continuar trabalhando com arte ou está se especializando para trabalhar em outra função?

 

Não tenho uma função específica em que trabalho. Sou filho de gente humilde, simples, já fiz de quase tudo nessa vida, e o que for preciso eu faço. Mesmo que eu arranje um trabalho em outra função, nunca deixarei de fazer arte, porque ela me liberta, é nela que eu sinto o prazer máximo. Aliás um artista nunca deixa de o ser.

Qual conselho você daria as pessoas que pensam em enveredar pela carreira artística?

 

Especificamente na pintura, desenho e literatura, eu aconselho que não se iluda, e que tenha os pés no chão. Geralmente as pessoas tendem a achar que porque você nasceu com alguns dons artísticos vai chover dinheiro na sua horta, mas não é bem assim. Lidar com arte requer muita paciência, se você quer enveredar por esse caminho saiba que em primeiro lugar você tem que ser apaixonado por arte, porque se não for, na primeira exposição que você fizer ao ar livre, pegando sol, correndo com quadro por causa da chuva, como eu já experimentei, e no final não vender uma tela sequer, você desiste logo.

 

...mas sonhar não é proibido e não custa nada, além do esforço.

Me descreva em algumas palavras quem é o artista Gilsie Memória França?

 

Um ser simples, que adora se expressar através da arte, e que enxerga o mundo com várias possibilidades.

Gostaria de aproveitar o espaço para comentar sobre algo que não lhe foi indagado, ou fazer algum tipo de reivindicação?

 

Somente agradecer ao blog "Pintando o Sete, por essa oportunidade de mostrar um pouco do meu lado artístico e parabenizá-lo pela iniciativa de dar oportunidade a artistas não tão conhecidos”.

 

O blog “Pintando o 7” gentilmente agradece sua entrevista.


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