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15/11 16h34 2019 Você está aqui: Home / Cidades Da Redação Imprimir postagem

Senador quer que a forma do preparo e comercialização da carne de sol vire lei federal

A carne de sol é o símbolo da gastronomia de Campo Maior, com destaque e reconhecimento em todo Brasil, dada as inúmeras reportagens sobre a culinária local em canais de TVs e revistas de renome como a Veja. Campo Maior, a 82 km ao norte de Teresina, é conhecida como a “Terra da Carne de Sol”. A força da culinária é tão grande que a cidade iniciou ontem (14/11) a 8ª edição do Festival de Gastronomia e segue até amanhã.

O preparo da carne não é segredo. É feito de forma artesanal. A carne é colocada sobre uma mesa e é retalhada com uma faca e depois colocada sol grosso. Ao contrário que alguém possa imaginar as mantas de carne não vão para o sol. Elas são dependuradas na sobra, dentro dos estabelecimentos que comercializam o produto. Poderia ser feito em qualquer lugar e até é, mas somente a carne de sol de Campo Maior é a melhor.

PRATOS

São dezenas de churrascarias e restaurantes de Campo Maior que servem a carne de sol. Cada um usa seu tempero, desde o preparo da carne até o prato final com a cerne seca, que variam da maria isabel (carne misturada ao arroz) à pizza. Tem ainda a paçoca, escondidinho com macaxeira, no cuscuz, na tapioca ou simplesmente grelhada sobre um baião de dois.

PREPARO E COMERCIALIZAÇÃO POR LEI?

O senador Angelo Coronel (PSD/BA) apresentou o Projeto de Lei N° 5744, de 2019 que dispõe sobre o preparo e a comercialização de carne de sol.  Como justificativa, o parlamentar diz que a carne de sol é alimento bastante tradicional da Região Nordeste brasileira, além da sua importância para a cultura e a economia regional, e que até o momento inexiste regulamentação técnica que lhe confira definições de critérios e padrões físico-químicos ou microbiológicos ou que lhe atribua um memorial descritivo para o seu preparo.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Diz ainda que de método artesanal, conjugado com a grande incidência de abate clandestino de gado no território nacional [sem a carne passar por inspeção sanitária] tem facilitado a contaminação das carcaças, contribuindo para o desenvolvimento de microrganismos indesejáveis no alimento, os quais muitas vezes proporcionam infecções às pessoas que o ingerem.

De acordo com a lei, entre os requisitos para o reconhecimento de estabelecimento produtor de carne destinada ao preparo de carne de sol, estariam: a garantia a saúde do rebanho, por meio de exames veterinários periódicos; implantar programa de boas práticas agropecuárias na criação do rebanho; boas práticas de preparo, a fim de garantir a qualidade sanitária e a conformidade dos produtos alimentícios; implementar a rastreabilidade de produtos com regulamentos técnicos, inclusive o monitoramento do transporte do produto até o entreposto; e observar processos específicos de salga, de condimentação e de secagem da carne, na forma do regulamento.

MINISTERIO PÚBLICO JÁ PEDIU REGULAMENTAÇÃOD A VENDA DO PRODUTO

A proposta do senador baiano já foi feita em Campo Maior pelo Ministério Público, através do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON). O órgão pediu que os comerciantes de carne de sol criassem uma forma de proteção do produto que fica exposto. A medida, segundo o MP, é para em respeito às normas de higiene. Muitos comerciantes já usam proteção sobre as carnes expostas.

 Com lei federal ou municipal, o que se pode negar é que a carne de sol de Campo Maior é a melhor do Brasil.


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