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Advogado do irmão do goleiro Bruno vai processar o Estado.
Rodrigo Fernandes, irmão do goleiro Bruno, foi preso em Campo Maior acusado de tentativa de estupro e cárcere privado na cidade Maranhense de Peritoró. Segundo informações, Rodrigo foi preso porque saiu da cidade de Coroatá sem comunicar a justiça e por não comparecer as audiências referentes ao crime a qual vem sendo acusado. Rodrigo foi levado de Campo Maior pela CICO – Comissão Investigadora do Crime Organizado, logo após ficou detido no 1º DP de onde foi transferido a poucos dias para o maranhão. De volta ao Piauí, Rodrigo Fernandes e seu advogado Odonias Leal, afirmam que vão processar o Estado por danos morais e materiais, alegando que os policiais abusaram de autoridade no momento da prisão de Rodrigo. De acordo com o advogado seu cliente foi submetido a uma situação vexatória uma vez que foi algemado mãos e pés a um ferro em uma sala da CICO, conforme imagens mostradas em um jornal televisivo local. “Rodrigo foi preso e não resistiu à prisão, não entendo porque os policias o deixaram algemados durante uma noite inteira, essa atitude foi um excesso, uma omissão por parte dos policiais”, afirma o Advogado. Odonias Leal continua e afirma que vai até Brasília na Secretaria Nacional dos Direitos Humanos e também vai comunicar a OAB do Piauí e ao Ministério Público a denúncia contra o Governo do Estado do Piauí. “A ação será fundamentada com base nas Leis 4898 Art. 3º § I que trata de abuso de autoridade, na Lei 9455 que trata sobre tortura e na Lei Civil Art. 185 1 186 que trata sobre indenização do prejudicado”, explica. Rodrigo Fernandes afirmou a reportagem do Tvcanal13.com que se sentiu humilhado com a situação. “Ainda em campo Maior eu poderia fugir, mais não. Me entreguei e não resisti a prisão”, lembra o jovem. O Delegado Bonfim Filho reconheceu a falha do policial da CICO que deixou Rodrigo algemado mãos e pés. “Rodrigo não ofereceu resistência a prisão, e portanto , conforme a Lei não poderia ser algemado. A polícia errou e vamos ter que responder pelo excesso”. O Secretário de Segurança do Estado, Raimundo Leite, já tem conhecimento sobre o caso e tem a mesma opinião do Delegado Presidente da CICO, Bonfim Filho.
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