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Irmão do goleiro Bruno diz que só quer reconquistar seu emprego de gari em Campo Maior, limpar sua imagem e processar o Estado. VEJA ENTREVISTA.
O irmão do goleiro Bruno, Rodrigo Fernandes das Dores de Sousa, de 23 anos, esteve, na manhã de hoje, em um programa de TV de capital, após ter sido preso acusado de tentativa de estupro de uma ex-namorada na cidade de Peritoró (MA). Ele foi preso na noite do dia 15 de julho em sua residência em Campo Maior (82 km de Teresina), onde mora e trabalha como gari, e foi levado para a Comissão Investigadora do Crime Organizado (Cico), na capital piauiense. Rodrigo Fernandes recebeu alvará de soltura, mas o processo contra ele continua. Ele diz estar apreensivo pois não sabe se vai continuar com seu emprego de gari. “A minha imagem ficou totalmente acabada e agora eu não sei como vou ficar, já que moro de casa alugada e corro risco de perder meu emprego”, declarou Rodrigo Fernandes. Ele disse também que irá processar o Estado e os policiais por abuso de autoridade. Segundo ele, enquanto esteve preso, foi mantido com os pés e mãos algemados, o que lhe teria causado muito incômodo e constrangimento. Seu advogado, Odonias Leal, diz que o mandato de prisão foi correto, mas o que não foi correto no caso da prisão de Rodrigo foi a abordagem dos policiais em relação a ele. “Me causa indignação a forma como Rodrigo foi algemado, a polícia sabe seu papel e deve o fazer bem, sem excesso. O Estado vai responder pelos excessos dos seus agentes públicos e esses vão ter que perceber as consequências de seus atos. Temos que entender que a prisão de um ser humano não pode ser usada como troféu”, disse Odonias Leal. O advogado lembra ainda que as algemas devem ser usadas quando o acusado reage à prisão, tenta fugir ou se auto-flagelar, o que não foi o caso de Rodrigo Fernandes. “Ele teve mãos e pés algemados, teve que dormir naquela posição, isso é tortura”, afirmou Odonias Leal. Rodrigo Fernandes diz que está a disposição da justiça e agradeceu a ajuda dos amigos e a oportunidade de estar se explicando. “Estou abatido e quero dizer que em relação ao caso do meu irmão Bruno eu prefiro o silêncio, porque não estou mais acompanhando de perto”, relata.
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