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Prefeito de Jatobá usa poder político para pisar em servidores e proibir que seja aprovada lei que o obriga a pagar salário digno.
O prefeito de Jatobá do Piauí, Alcides de Castro Macedo (PT) conseguiu pela quarta vez seguida, barrar a aprovação do Plano de Cargos e Salários (PCCS) dos servidores da educação. Numa manobra política, através dos vereadores Neto Fogo (PT), Raimundo Dedé (PDT), José Raimundo (PT) e Otoniel Bandeira (PT), a sessão extraordinária que foi remarcada pela quarta vez, não aconteceu na última segunda feria (26/07), como estava marcada. O Projeto foi à votação inicialmente com uma redução salarial e o vereador Erimar dos Santos (PSDB) pediu vista e acrescentou uma emenda corrigindo os valores, aproximando-se do que pedia o Sindicato dos Servidores (SINDSERJA). Depois disso o presidente da casa, vereador Neto Fogo, aliado do prefeito, já marcou uma nova sessão por quatro oportunidades, mas na hora sempre acontece alguma coisa para que não haja sessão e a aprovação do Plano. “No dia da votação inicial, o prefeito tinha voto de seis vereadores, mas os servidores conseguiram o apoio de dois e o projeto será aprovado por 5x4 na hora que for colocado em votação. Por esse motivo, o prefeito está fazendo tudo que pode para não colocar o projeto”, afirma membros do Sindicato. Na proposta inicial do prefeito Macedo, o projeto em vez de ajudar prejudicava os servidores. Professores “classe B”, com 40 horas, por exemplo, ganham atualmente R$ 1.330,00 e o prefeito enviou proposta de um salário de R$1.229,60; na nova emenda, será atendido o que o Sindicato quer R$ 1.434,53. Outra irregularidade é que o projeto inicial só contemplava os professores e o Sindicato questionou a não inclusão de outros funcionários como merendeiras e vigias. Outra questão que o plano vai resolver é a redução da carga horária de professores. “Tem professor próximo a se aposentar e já estava com carga horária reduzida e assim que assumiu o município, o prefeito Macedo, retirou essa redução. É um absurdo” relata a diretoria do Sindicato. 
Prefessores se revoltam com proposta de aumento de 1 real, feita pelo prefeito. Abaixo os vereadores inimigos do servidores da Educação e o Secretário de Educação sendo vaiado pela população na saída da câmara de vereadores. 
Fotos cedidas pelo Blog Sindserja
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